De que unidade precisa a Revolução?
Da unidade que Fidel nos legou! Uma unidade consciente e militante em torno do socialismo, que não é submissão acrítica, como alguns acusam, mas sim coesão firme em torno de princípios bem definidos, revolucionários desde a tática até à estratégia.
Quem são os verdadeiros inimigos dessa unidade?
São aqueles que, de dentro e de fora, tentam miná-la:
- Os revisionistas, que aproveitam qualquer brecha para introduzir ideias reacionárias e liberais, disfarçadas de «melhorias» ao socialismo.
- Aqueles que pregam a desideologização do processo, procurando desarmar-nos conceitualmente.
- Aqueles que desqualificam qualquer discurso revolucionário, rotulando-o de «teque» ou «muela», incapazes de suportar sequer slogans que mantêm plena vigência e sentido.
- Aqueles que criticam não para construir, mas para destruir e desvincular o povo da sua direção revolucionária.
- Aqueles que negam os efeitos criminosos do bloqueio, atribuindo todos os nossos males à nossa gestão interna, como se esta se desenvolvesse num país sem assédios.
Ninguém disse que a Revolução é perfeita. É um processo singular, sem manuais, que se forja na prática. E a toda prática revolucionária, a reação burguesa responde com crueldade. O bloqueio é o exemplo mais claro da sua tentativa de sufocar qualquer alternativa que desafie a hegemonia imperialista.
Por isso, hoje mais do que nunca, Cuba precisa:
1) De uma unidade consciente, militante e revolucionária, que seja o núcleo duro e inabalável da nossa resistência.
2) De um trabalho político-ideológico eficaz e ofensivo, porque a guerra principal é travada no campo das ideias.
3) De quadros conscientemente comprometidos, com uma formação política e ideológica sólida, capazes de defender o processo em todas as circunstâncias.
Cuba foi, é e será um campo de batalha: desde a ideia até ao sulco e à trincheira. Em cada frente, a nossa unidade em torno do socialismo é, sem dúvida, a arma mais poderosa dos revolucionários.
Fonte: https://insurgente.org/ernesto-mj-que-unidad-necesita-la-revolucion/