Especialistas da Unicamp dissecam a operação militar dos EUA que resultou na prisão de Maduro e alertam para o perigoso precedente na América do Sul.
O que está em jogo?
Não é sobre invasão clássica
"É exercer pressão máxima por meio de sanções, bloqueios e intimidação. Uma ocupação militar seria custosa e politicamente desastrosa" - Prof. Pedro Paulo Bastos (IE)
Trump age como ditador clássico
"Ignorando imprensa, lei e limites institucionais. Se fosse um presidente latino-americano, seria chamado de ditador" - Prof. José Alves (IFCH)
A omissão não é opção
"Ainda que a diplomacia possa passar impressão de ação protocolar, ela sinaliza limites e define espaços para alianças" - Profa. Josianne Cerasoli (IFCH)
Regime venezuelano permanece intacto
"A vice-presidente Delcy Rodríguez, chavista histórica, assumiu o governo com respaldo da Suprema Corte e dos militares. Não há qualquer sinal de reviravolta interna" - Prof. André Kaysel (IFCH)
Fim dos tratados internacionais
"Os EUA afirmam que deveriam agir como império, acima de qualquer limitação jurídica internacional" - Prof. Bastos
Disputa EUA-China
"A posição da América Latina no confronto estratégico é estrutural. A China já domina a maior parte dos setores tecnológicos avançados" - Prof. Bastos
Acusações frágeis": A Venezuela nunca foi rota principal de drogas para os EUA. A rota central passa por Colômbia, América Central e México. Trump sequer mencionou drogas na coletiva - focou em petróleo" - Prof. Kaysel
Próximos Alvos? Cuba, Nicarágua e Colômbia estão em alerta. México e Brasil também enfrentam pressões crescentes.
María Corina Machado descartada: "Ela foi simplesmente descartada quando deixou de ser útil. Isso reforça que ser aliado da extrema-direita norte-americana é um mau negócio no médio prazo" - Prof. Kaysel
E o Brasil? "Como não dispõe de força militar, o caminho é intensificar pressão diplomática e buscar articulação" - Prof. Kaysel e Profa. Cerasoli
Matéria completa no Jornal da Unicamp
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