Ontem, milhões de cubanos enfrentaram um apagão que cobriu quase toda a ilha, deixando ruas, hospitais e residências sem eletricidade por cerca de 16 horas. A falha teve origem na interrupção inesperada de uma das principais usinas termoelétricas, agravada pela já crítica escassez de combustível, consequência de anos de bloqueios, restrições externas e problemas estruturais.
O Ministério de Energia de Cuba anunciou que, apesar das dificuldades, a maior parte do sistema elétrico foi gradualmente restabelecida, embora a capacidade ainda esteja muito abaixo do normal. As autoridades alertam que apagões intermitentes podem persistir até que o abastecimento de combustível e a infraestrutura se estabilizem.
O episódio evidencia a fragilidade do setor energético cubano, dependente de usinas antigas e de importações de petróleo em um contexto geopolítico complexo. Para os cidadãos, a experiência reforça a percepção de vulnerabilidade diária: cada apagão não é apenas um inconveniente, mas um lembrete do impacto das crises externas e da infraestrutura envelhecida na vida cotidiana.
Se, por um lado, a luz voltou, por outro, o alerta permanece: Cuba continua à mercê de uma rede elétrica precária e de fatores externos que podem gerar novos cortes a qualquer momento, tornando a recuperação um desafio constante.
João Gomes in Facebook