O actual orçamento de guerra estima que o custo total poderá disparar para os 95 mil milhões de dólares se a campanha for prolongada. Só nos primeiros dias da agressão contra o Irão, os custos militares dos EUA já ultrapassaram os mil milhões de dólares.
A sangria financeira começou ainda antes do lançamento da primeira bomba. A deslocação de porta-aviões e tropas para a posição custou 630 milhões de dólares. Em combate, as perdas aumentaram rapidamente: três caças F-15E Strike Eagle abatidos no Kuwait representam quase 300 milhões de dólares perdidos. Com mais de 1.200 alvos atingidos em 48 horas e dois porta-aviões mobilizados (um deles atingido com sucesso), o consumo operacional é extremo.
Os mísseis Tomahawk custam 2 milhões de dólares cada. Os intercetores THAAD custam 12,8 milhões de dólares cada. Entretanto, 50.000 soldados americanos estão no teatro de operações, com as operações diárias dos porta-aviões a consumirem milhões.
Os danos indiretos são ainda piores. Com o Estreito de Ormuz interrompido e os preços do petróleo em alta, os economistas alertam para perdas económicas mais amplas de 210 mil milhões de dólares. Morreram mais de mil iranianos, a maioria civis. As perdas americanas são também pesadas, com as instalações em toda a região a sofrerem danos sem precedentes.
Os contribuintes americanos estão agora a financiar uma guerra que eclodiu no meio das negociações nucleares, visando a liderança iraniana. O número de vítimas está a aumentar e a conta está a chegar. Para um público cansado de conflitos intermináveis, esta é a aposta mais cara de Trump até agora.
@NewRulesGeo