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O velho jogo do imperialismo
Publicado em 06/04/2026 09:30
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Um dos refúgios intelectuais da esquerda neoliberal é tratar Trump como um louco: uma anormalidade. Ou seja, fazer a Trump o favor de entrar no seu jogo, que é o velho jogo do imperialismo gringo-europeu, o mesmo que assassinou Lumumba, Allende, Mossadegh, Khadafi e Milosevič; que perpetrou o genocídio de um milhão de comunistas e democratas na Indonésia; que executou o genocídio do povo palestiniano; que tentou inúmeras vezes assassinar Castro e Chávez; que declarou Mandela, Machel e Agostinho Neto terroristas; e que sequestrou Maduro, como sequestrou Oćalan e Assange.

Esse jogo tem sido o da dominação imperial, férrea e sórdida do mundo a que em tempos se chamou terceiro, fornecendo entretanto narrativas variadas e coloridas, com protagonistas presidentes para diferentes gostos e de acordo com diferentes necessidades.Tais narrativas e protagonistas são depois consumidos com agrado por todos aqueles que desejam ver na realidade, não o duríssimo e árduo confronto de classes com suas múltiplas expressões - ante as quais teriam de posicionar-se - mas histórias de ogres, príncipes e princesas, que lhes oferecem aquele fácil espectáculo de comer pipocas noite fora, nos dias de corrida à Casa Branca.

Trump é desequilibrado, do ponto de vista da moral e da boa educação, mas é muitíssimo inteligente, a ponto de ir sempre fornecendo dados para debates tontos, como coisas que disse, caretas que fez, gestos que usou, contradições, impropérios e inadequações, enquanto, tal como Biden, Obama, Bush e Clinton,

vai pondo o mundo a ferro e fogo.

Pedro Penilo in Facebook

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