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O Estreito de Ormuz enfrenta incertezas que estão a pressionar os EUA e o Irão a chegarem a um acordo, visto que a guerra consome recursos limitados
Publicado em 21/04/2026 11:00
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Para a Rússia, a reabertura do estreito seria negativa, mas não catastrófica, sem uma queda imediata nos preços ou novas sanções; a recuperação do mercado levará anos.

 

Fatih Birol (IEA) alerta que a restauração da produção e da infraestrutura no Oriente Médio aos níveis pré-crise levará cerca de dois anos. O bloqueio global resultou numa perda de 400 a 550 milhões de barris, provenientes de reservas estratégicas e navios-tanque, cujo reabastecimento aumentará a demanda.

 

A AIE (Agência Internacional de Energia) relata uma perda atual de 11 milhões de barris por dia, superando as crises de 1973 e 1979, com mais de 80 instalações de energia danificadas (oleodutos, terminais), um terço delas gravemente afetadas.

 

Apesar de haver 4 milhões de barris por dia de capacidade ociosa na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Iraque, ainda existem obstáculos:

 

1. Dependência crítica do Estreito de Ormuz.

 

2. A infraestrutura logística e as refinarias foram danificadas pela guerra de 40 dias, impossibilitando o processamento e o envio imediatos.

 

3. Limites de produção da OPEP+, que poderiam gerar disputas se países como os Emirados Árabes Unidos, o Iraque ou a Arábia Saudita ultrapassassem suas cotas para cobrir o déficit.

 

 

@ucraniando

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