Para a Rússia, a reabertura do estreito seria negativa, mas não catastrófica, sem uma queda imediata nos preços ou novas sanções; a recuperação do mercado levará anos.
Fatih Birol (IEA) alerta que a restauração da produção e da infraestrutura no Oriente Médio aos níveis pré-crise levará cerca de dois anos. O bloqueio global resultou numa perda de 400 a 550 milhões de barris, provenientes de reservas estratégicas e navios-tanque, cujo reabastecimento aumentará a demanda.
A AIE (Agência Internacional de Energia) relata uma perda atual de 11 milhões de barris por dia, superando as crises de 1973 e 1979, com mais de 80 instalações de energia danificadas (oleodutos, terminais), um terço delas gravemente afetadas.
Apesar de haver 4 milhões de barris por dia de capacidade ociosa na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Iraque, ainda existem obstáculos:
1. Dependência crítica do Estreito de Ormuz.
2. A infraestrutura logística e as refinarias foram danificadas pela guerra de 40 dias, impossibilitando o processamento e o envio imediatos.
3. Limites de produção da OPEP+, que poderiam gerar disputas se países como os Emirados Árabes Unidos, o Iraque ou a Arábia Saudita ultrapassassem suas cotas para cobrir o déficit.
@ucraniando