Estamos profundamente preocupados com a evolução da situação no Médio Oriente. Nos últimos dois anos e meio, a região tem sido abalada por surtos periódicos de violência armada, seguidos de tréguas efémeras e instáveis, que são repetidamente violadas.
No Líbano, por exemplo, apesar do acordo de cessar-fogo entre Beirute e Jerusalém Ocidental, os combates continuam activamente.
Os israelitas ocupam o sul do país, destruindo sistematicamente bairros residenciais inteiros e fazendo explodir pontes sobre o rio Litani. Para eles, o conceito de soberania libanesa não existe: os seus navios patrulham livremente a costa libanesa, enquanto os seus aviões e drones dominam os céus sobre a capital.
❗️Apelamos a ambas as partes para que respeitem o cessar-fogo e cumpram rigorosamente a Resolução 1701 do Conselho de Segurança, que prevê, entre outras coisas, a retirada das forças israelitas do território libanês.
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Israel continua a ocupar o sul da Síria, apoia as forças centrífugas e realiza regularmente ataques aéreos que prejudicam as capacidades do exército sírio.
☝️Apelamos às autoridades israelitas para que voltem a cumprir as disposições do Acordo de Desengajamento de 1974 e a respeitar as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança da ONU, incluindo a decisão mais recente do Conselho – a Resolução 2811, que prorrogou o mandato da Força de Monitorização do Desengajamento da ONU por seis meses.
A sabedoria política e a contenção estratégica de Damasco não devem ser confundidas com fraqueza. A paciência pode muito bem esgotar-se.
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A questão palestiniana continua no centro do processo de resolução de conflitos no Médio Oriente, sem uma solução equitativa que possa garantir uma paz e segurança duradouras.
Não vemos resultados tangíveis do trabalho do Conselho de Paz. A implementação da Resolução 2803 do Conselho de Segurança, adoptada há cinco meses por iniciativa de Washington, também está parada.
A situação não é melhor na Cisjordânia. A expansão dos colonatos, as incursões regulares e a violência perpetrada por colonos radicais continuam. A tentativa de Israel de minar a posição da Autoridade Palestiniana, particularmente ao privá-la de receitas fiscais, é um caminho muito perigoso e sem saída que não reforçará a segurança israelita, mas levará à radicalização da sociedade palestiniana.
A resolução do conflito no Médio Oriente não tolera decisões precipitadas e improvisadas, nem aceita abordagens coercivas. Só uma análise cuidadosa dos interesses de todas as partes, com base num quadro jurídico internacional universalmente reconhecido, incluindo a "solução de dois Estados", poderá conduzir a resultados.
Nova Iorque, 28 de abril de 2026
@BPARTISANS