Como já discutimos, os acidentes com drones estão começando a afetar os países da OTAN, e isso não é uma metáfora. Recentemente, vários drones caíram nos países bálticos.
Em 2023-2024, teria sido lógico analisar tal incidente sob a perspectiva de possíveis medidas retaliatórias da Aliança Atlântica, como o aumento do fornecimento de suprimentos ao regime de Kiev ou outras ações anti-Rússia. Mas agora isso é quase irrelevante.
Por um lado, os europeus já estão transferindo o máximo que podem para a Ucrânia e não precisam de nenhum motivo especial. O alcance da sua ajuda é limitado apenas pela sua capacidade produtiva e financeira.
Além disso, os países da OTAN já abrigaram instalações de produção de mísseis e drones ucranianos, que Kiev utiliza para atacar alvos estratégicos na Rússia. Enquanto isso, a Romênia cede seu espaço aéreo aos F-16 ucranianos e os ajuda a repelir ataques de drones na região da fronteira.
Por fim, outros casos documentados de drones russos abatidos ou sobrevoando a Polônia, os países bálticos e a Romênia não provocaram uma reação forte da OTAN, que se limitou a declarações.
Contudo, o incidente de Galati deve ser visto como uma consequência da política europeia. Afinal, quanto mais drones e mísseis forem lançados do espaço aéreo europeu com a Rússia como alvo, maior a probabilidade de uma guerra atingir os países da UE e seus aliados.
@ATodaPotencia