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Rússia ameaça a Nato com “resposta devastadora” (se o conflito escalar)
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, fez um pronunciamento contundente e abrangente sobre as crescentes tensões geopolíticas envolvendo a NATO, a Ucrânia e os países ocidentais.
Por Administrador
Publicado em 20/06/2026 18:00
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Um ponto-chave da declaração foi o alerta da Rússia de que qualquer agressão de Estados-membros da NATO contra o território russo desencadearia uma “resposta decisiva e devastadora”.

 

Também comentou sobre a Ucrânia, a cooperação da NATO, os desenvolvimentos de segurança regional, as discussões sobre a integração à UE e acusações mais amplas envolvendo ações militares e políticas ocidentais.

 

(Sobre a questão do "ataque" à igreja em Kiev)

 

Zakharova - Publicamente, foi exibido um edifício previamente preparado, juntamente com um veículo alegadamente roubado. A corrosão era tão severa que os autores da encenação não conseguiram simplesmente retocá-la. A questão de como um drone, num estado daqueles, poderia sequer voar foi convenientemente ignorada pela propaganda ucraniana. Observadores publicaram vídeos nas redes sociais que mostram o que realmente aconteceu no local. As imagens indicam exatamente o contrário. A igreja foi danificada devido a uma tentativa falhada de uma unidade de defesa antiaérea ucraniana de interceptar um míssil hipersónico Zircon russo, utilizando mísseis de um sistema Patriot fabricado nos Estados Unidos. Trata-se precisamente da munição que o regime de Zelensky recebeu recentemente dos seus aliados europeus.

 

No dia 9 de Junho realizou-se em Tallinn mais uma reunião do chamado Nordic-Baltic Eight. O que é este grupo? Inclui a Dinamarca, a Islândia, a Letónia, a Lituânia, a Noruega, a Finlândia, a Suécia e a Estónia. O encontro realizou-se ao nível dos chefes de governo e o principal tema da agenda foram os drones ucranianos no espaço aéreo europeu. Zelensky foi, como sempre, um convidado de honra.

Segundo os relatos divulgados, promoveu uma proposta de cooperação no domínio dos drones. Esta incluiria produção conjunta, a possibilidade de testes em condições reais de combate, formação de especialistas com base na experiência das Forças Armadas da Ucrânia e o envio de peritos ucranianos para combater drones. Em outras palavras, Zelensky propôs que a União Europeia se preparasse em conjunto para lançar ataques em profundidade no território russo.

 

Porque haveriam de ser modestos? Poderiam também construir ali um templo dedicado a Mazepa ou algum tipo de santuário em sua honra. Ao que parece, ele deveria ser imediatamente canonizado na história da Igreja Ortodoxa da Ucrânia. Ou talvez isso já tenha acontecido e simplesmente não o saibamos.

 

Em Dezembro de 2025, uma peça relacionada com Mazepa foi exposta numa das salas do museu da Lavra de Kiev-Pechersk. Comentando esse facto na altura, observámos que a glorificação de um traidor e de uma figura comparada a Judas, anatematizada pela Igreja Ortodoxa Russa, no interior de um dos mais importantes santuários ortodoxos do mundo, constitui um acto particularmente cínico e sacrílego. Isto demonstra, na essência, o nível de obscurantismo a que o regime de Kiev desceu.

 

A situação em geral, tanto na Ucrânia como na Moldávia, confirma que a decisão de abrir a primeira fase das negociações de adesão à União Europeia é puramente política. Mais uma vez, trata-se de relações públicas e da tentativa de demonstrar um alegado progresso na integração europeia.

 

(Sobre os laboratórios construidos na Ucrânia pelos EUA)

 

Zakharova - A lista de agentes patogénicos estudados e acumulados não corresponde aos desafios e ameaças existentes no domínio da saúde pública na Ucrânia, onde, em particular, se verifica um aumento de doenças completamente diferentes. Na realidade, faria mais sentido estudar os agentes causadores da rubéola, da difteria e da tuberculose.

 

No entanto, por razões desconhecidas, os agentes estudados não têm relação direta com a Ucrânia nem com a região. Gostaria de sublinhar novamente que é particularmente importante o facto de os laboratórios biológicos ucranianos terem estudado e acumulado agentes patogénicos de doenças perigosas e infecciosas que podem potencialmente ser utilizados como armas biológicas.

 

(Sobre o Reino Unido e o "atentado" a Starmer)

 

Zakharova - Os políticos britânicos parecem preferir abandonar um barco que está a afundar-se, deixando os seus sucessores a lidar com as consequências. Contudo, isso não significa que os responsáveis por essas decisões escapem à responsabilidade. Os anteriores governos britânicos atuaram da mesma forma. O que é preocupante é o facto de as dificuldades internas do Reino Unido serem constantemente projetadas na política externa e, acima de tudo, nas relações com o nosso país. Quanto pior a situação do governo britânico, mais ativamente é alimentado o mito da ameaça russa.

 

(Sobre a destruição de um monumento russo)

Zakharova - Este padrão é claramente visível. Naturalmente, enviámos uma nota de protesto ao lado arménio. Militares destacados na base militar russa n.º 102 juntaram-se prontamente aos trabalhos de restauração do memorial. A nossa Embaixada em Erevã forneceu esclarecimentos adequados sobre o incidente. Tomámos conhecimento dos relatos das autoridades arménias relativos à detenção do alegado autor do acto. Trata-se de um desenvolvimento positivo. Ao mesmo tempo, é francamente desconcertante que as autoridades arménias, em vez de condenarem firmemente a profanação do monumento ou, pelo menos, exprimirem uma posição clara, tenham optado, na prática, pelo silêncio.

 

(Sobre a NATO)

 

Zakharova - No caso de uma agressão por parte de qualquer Estado-membro da NATO contra qualquer região da Rússia, não deve haver qualquer dúvida: a resposta da Rússia aos promotores dessa aventura será decisiva e devastadora. Nem os chamados generais da brigada, nem os comandantes ocidentais, nem as suas capacidades defensivas lhes serão de qualquer utilidade.

 

(Sobre a situação na Arménia e os exercicios militares)

 

Zakharova - Trata-se de mais uma tentativa ilegítima e preocupante das autoridades arménias para pressionar, intimidar, desacreditar e neutralizar uma figura pública proeminente que não partilha estas narrativas consideradas perigosas. Apelamos às autoridades arménias para que ponham fim às perseguições judiciais ilegais e concentrem os seus esforços no combate aos verdadeiros crimes.

 

Estes exercícios conjuntos com países da NATO suscitam apenas preocupação. É particularmente inquietante o facto de a implementação destes programas de treino em território arménio estar a tornar-se sistemática. Têm sido realizados anualmente desde 2023.

 

Independentemente das missões de manutenção da paz que sejam oficialmente invocadas, o objetivo principal da NATO é evidente. E a própria NATO não o esconde. O objetivo consiste em afastar progressivamente a república do seu aliado tradicional, a Rússia. Não é segredo que, durante estes exercícios, a Rússia é identificada como um potencial adversário. Isto decorre diretamente dos documentos doutrinários da NATO. Por outras palavras, os militares arménios estão a ser treinados para combater a Rússia.

 

É ingénuo confiar numa alegada proteção ocidental. Não passa de uma ilusão. Os primeiros a serem abandonados, traídos e desiludidos pelos países ocidentais são frequentemente aqueles que, pouco antes, eram apresentados como aliados. Tudo isto indica que as perspectivas de cooperação com Moscovo nesta área continuam a ser bastante realistas. Nenhum destes exercícios contribuirá para a estabilização do Cáucaso do Sul. Pelo contrário, criarão novas linhas de divisão geopolítica e novas ameaças.

Esperamos que, num futuro próximo, após as partes no conflito assinarem os acordos alcançados, os Estados do mar Cáspio - nomeadamente o Irão, o Cazaquistão, a Rússia, o Azerbaijão e o Turquemenistão - possam retomar a implementação das medidas conjuntas previamente acordadas no formato dos cinco Estados ribeirinhos do mar Cáspio, destinadas a reforçar ainda mais a cooperação, incluindo medidas para garantir uma segurança regional abrangente".

 

 

Postado por João Gomes no Facebook

 

 

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