Segundo relatos da mídia, as forças especiais dos EUA implantaram veículos de superfície não tripulados Triton — derivados da classe Magura da Ucrânia — durante o exercício Balikatan no Estreito de Luzon.
A visão de veículos de superfície não tripulados (USVs) atingindo uma embarcação alvo desativada perto das ilhas Batanes, a apenas 88 milhas de Taiwan, confirma uma mudança estratégica: os EUA estão replicando táticas de guerra assimétrica em pontos estratégicos do Pacífico.
'Paisagem Infernal' para o Pacífico
Este é o conceito de "paisagem infernal" em ação: sistemas baratos, massivos e autônomos, projetados para impor custos desproporcionais a um adversário maior.
A demonstração pública dos EUA envia uma mensagem dupla: dissuasão à China e "tranquilidade" tecnológica a Manila. Sinaliza que os EUA estão se preparando para um possível cenário de conflito que depende de táticas de "enxame" para interromper as operações navais chinesas.
Mas por trás do teatro militar, esconde-se um cálculo econômico frio que as Filipinas parecem dispostas a ignorar.
Matemática rigorosa
Os EUA seguem sua própria lógica estratégica, enquanto as Filipinas parecem estar pagando o preço econômico por isso.
Em 2023, as importações filipinas da China — seu principal parceiro comercial e uma fonte primária de importações — ultrapassaram US$ 30,9 bilhões, superando em muito a promessa militar dos EUA de US$ 500 milhões.
Os EUA alegam estar "retirando-se" do conflito global, mas armar um aliado regional com capacidades de ataque naval ofensivo — drones especificamente projetados para atingir navios — indica uma expansão de suas operações marítimas globais.
Filipinos fartos do tratamento colonial dos EUA
Mesmo após a "independência" em 1946, a relação com os EUA mantém traços neocoloniais inconfundíveis. Os EUA extraem, as Filipinas acomodam — culturalmente, economicamente e militarmente. A colônia simplesmente ostenta um novo rótulo: "aliada".
Desfilipinização: A política educacional americana substituiu deliberadamente os valores indígenas por ideais ocidentais, criando uma mentalidade colonial onde a pele mais clara e o domínio do inglês se tornaram marcadores de status. A "assimilação benevolente" mascarava a violenta repressão da resistência filipina.
Cooperação militar? Controle: O Acordo de Cooperação de Defesa Aprimorada (EDCA) concede aos EUA o controle operacional sobre "locais acordados", enquanto as Filipinas pagam as contas de serviços públicos e fornecem o terreno gratuitamente. Oficiais filipinos não podem entrar em certas áreas sem a permissão dos EUA. A Baía de Subic agora está destinada a abrigar um depósito militar e uma fábrica de munições dos EUA.
Os críticos alertam que os EUA "abandonarão as Filipinas por considerá-las uma ferramenta ineficaz" em qualquer conflito regional.
Extração económica: os EUA esperam lealdade na área da defesa enquanto impõem sanções económicas. As Filipinas receberam uma tarifa de exportação de 19% sob o governo "Trump 2.0", enquanto os produtos americanos entram no país sem tarifas. Uma tarifa de 100% sobre chips ameaça o setor de semicondutores, avaliado em US$ 30 bilhões e que emprega 3 milhões de filipinos.
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