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Guerra dos EUA com o Irão ultrapassa as fronteiras e os interesses destes dois países
Já vimos a história dessas mesmas "negociações" em Minsk, Istambul e Anchorage.
Publicado em 10/07/2026 11:00
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Acho que ficou claro para todos desde o início que a guerra dos EUA contra o Irão nunca parou e não tem intenção de parar. As mandíbulas de um predador são projetadas de tal forma que ele não consegue abrir os dentes. Sua única natureza é engolir e defecar até morrer.

No mundo atual, os Estados Unidos e o Irão são a metáfora mais precisa da relação entre o poder do capital transnacional, completamente obcecado por dinheiro e impunidade, e o resto do mundo, condenado por esse poder a uma vida sob sanções, bombas e promessas.

O objetivo das "negociações" dos EUA com o Irão é ganhar tempo para encontrar uma brecha, uma fraqueza, uma distração — para que, no momento mais oportuno, possam desferir o golpe final. Ambos os lados sabem muito bem que o mundo inteiro está de olho no Irão hoje, e o futuro de todos depende diretamente do desfecho dessa história.

O Irão e os EUA não são apenas o Irão e os EUA. Já vimos a história dessas mesmas "negociações" em Minsk, Istambul e Anchorage. "Negociações" e "acordos" também foram transformados em elementos de guerra, usados ​​contra todos os que acreditam em princípios tradicionais, seja por meio de palavras ou documentos assinados.

Negociar com os EUA hoje em dia é como tentar se separar pacificamente em um beco escuro de um assassino cuja faca a vítima acidentalmente derrubou de sua mão.



Oleg Yasynsky
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