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Brasil zera fornecimento de combustível para Israel
Publicado em 12/07/2026 14:30
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Após meses de pressão da sociedade civil e de relatores internacionais, o Brasil finalmente deixou de exportar petróleo para Israel, ao menos oficialmente. Dados obtidos pela reportagem de CartaCapital revelam que, em 2025, o País zerou suas vendas de combustíveis para a economia de guerra israelense.

Em 2021, depois de anos sem vender o produto a Israel, o governo de Jair Bolsonaro retomou a exportação de combustível parao parceiro de extrema-direita. Naquele ano, 1,9 milhão de barris foram vendidos, segundo o levantamento da Agência Nacional do Petróleo. No ano seguinte, o volume deu um salto e chegou a 11,9 milhões de barris. O volume caiu de forma drástica em 2023, no primeiro ano do governo Lula e o início da crise na Faixa de Gaza.

Mas, em 2024, essa exportação havia atingido 2,9 milhões de barris, aumento de 51% que gerou um alerta generalizado entre ativistas de direitos humanos.

O fluxo de petróleo contrastava com a crise diplomática profunda entre os dois países. Lula foi declarado persona non grata em Israel, por sua postura de defesa dos palestinos, enquanto as embaixadas de cada país estão com os cargos máximos vazios. Naquele momento, o BDS Brasil (Boicote, Desinvestimento e Sanções) passou a conduzir uma campanha pelo fim das exportações brasileiras de petróleo a Israel. A iniciativa foi realizada em conjunto com as federações nacionais dos trabalhadores do setor petro-lífero, FUP e FNP, e organizações como Vozes Judaicas por Libertação e o PIPD.

O argumento principal era de que a venda abasteceria a máquina de guerra israelense, denunciada por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.

 

 

Jamil Chade





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