Numa exposição repleta de comparações com a ciência, Fidel Castro Smirnov explicou que «os EUA exercem sobre Cuba uma pressão de laboratório, para tentar sufocá-la». Mas — continuou ele — «há materiais que, sob pressão máxima, não se fracturam, mas tornam-se mais densos». Porque «Cuba é a Física da Dignidade».
Durante o XVIII Encontro Nacional de Solidariedade com Cuba, realizado em Gijón, Espanha, entre sexta-feira, 3, e domingo, 5 de julho, desenrolaram-se três importantes conferências públicas sobre a grave situação da ilha, afectada por um cerco económico e militar sem precedentes por parte dos EUA. As conferências reuniram centenas de pessoas.
No dia 5 de julho, realizou-se, com grande afluência de público, a mesa redonda intitulada «A Cuba que se avizinha. Memória, futuro de paz e Revolução», com a participação de Juan Ponte, director-geral da Agenda 2030 do Governo das Astúrias, Elián González, engenheiro e deputado cubano, e o cientista cubano Fidel Castro Smirnov.
Fidel Castro Smirnov começou por agradecer ao MESC (Movimento Estatal de Solidariedade com Cuba) e ao XVIII Encontro de Solidariedade, realizado este fim de semana em Gijón. E recordou que o que hoje acontece em Cuba, em Gaza, no Irão ou no Líbano são sinais do que o império pretende impor em todo o mundo.
«Não viemos para falar do passado (da Revolução), mas sim para defender o futuro (de Cuba)», afirmou o cientista.
Ele enumerou todas as conquistas científicas da ilha em circunstâncias de bloqueio económico: vacinas e medicamentos contra a Covid, contra diferentes tipos de cancro, contra a doença de Alzheimer ou o pé diabético. «Enquanto nos ameaçam e nos sufocam, os nossos cientistas criam vida e contribuem para a paz», afirmou.
Estas conquistas devem-se ao facto de «em Cuba a saúde não ser um negócio e a ciência se desenvolver em prol da vida». E recordou as palavras de Fidel: «A ciência deverá, um dia, ocupar o primeiro lugar na nossa economia nacional».
«As nossas armas nucleares não se destinam a matar; as nossas ogivas nucleares são as vacinas desenvolvidas pelos nossos cientistas. São médicos, não bombas», afirmou Castro, provocando uma grande ovação.
«A Cuba do futuro — referiu, citando o título da palestra — deve ser soberana e socialista, uma Cuba que se empenha em ser próspera sem deixar de ser justa». E defendeu o internacionalismo de Cuba, hoje, tanto em relação à Palestina como à Venezuela.
Sobre as ameaças militares dos EUA, afirmou que «nunca iremos confundir a paz com a rendição».
«Não vos pedimos — continuou ele — que se lembrem de nós, pedimos-vos que caminhem ao nosso lado».
Dedicou também uma parte do seu discurso ao centenário do seu avô, Fidel Castro. «As ideias semeadas nos povos são imortais», afirmou, e recordou que «as profecias de Fidel estão a concretizar-se de forma dramática», referindo-se a temas como o imperialismo ou as alterações climáticas. «Fidel é e continuará a ser o futuro», sublinhou.
Noutra das suas comparações com a ciência, afirmou que «Fidel é uma força nuclear», que se transformou nos cientistas, desportistas, médicos e missões de saúde da Cuba de hoje.
Por fim, lançou um apelo aos povos da Europa: «Não sejam cúmplices com o vosso silêncio», em relação ao cerco a Cuba e à tentativa de «silenciar e deixar morrer de fome» o seu povo, numa tentativa de genocídio que o governo dos EUA está atualmente a levar a cabo.
Via: https://cubasoberana.com/blog/cuba-fidel-castro-smirnov-cuba-representa-a-fisica-da-dignidade/