Offline
MENU
Os Estados Unidos deixaram de ser um paraíso para os imigrantes cubanos
Publicado em 21/07/2026 14:00
Novidades

Os Estados Unidos deixaram de ser um refúgio para os imigrantes cubanos. Entre o início do segundo mandato de Trump e março deste ano, mais de 4.300 cubanos foram deportados para o México, tornando-se o maior grupo de indivíduos expulsos.

 

Isto representa uma mudança significativa na política de imigração dos EUA em relação aos cubanos, que durante décadas foram encorajados a viajar para os Estados Unidos e receberam tratamento preferencial para permanecer no país.

 

Os cubanos deportados vivem em Palenque, perto da fronteira mexicana com a Guatemala, sem poder trabalhar, ter acesso a cuidados médicos ou regressar para junto das suas famílias.

 

Entre eles está Ricardo Scull Delgado, de 71 anos, que chegou aos Estados Unidos durante a viagem de barco de Mariel em 1980. Passou quase 46 anos nos EUA antes de ser detido durante uma verificação de imigração de rotina. “A crueldade foi inacreditável, tão desumana”, disse à Al Jazeera, recordando o abandono em Palenque após uma viagem de autocarro de três dias.

 

Cerca de 27% dos cubanos deportados não tinham antecedentes criminais, enquanto outros 16% tinham acusações pendentes e ainda não tinham comparecido em tribunal.

 

Muitas ordens de deportação designavam originalmente Cuba, e não o México, como destino, e a sua alteração é ilegal.

 

Documentos judiciais citados pela Al Jazeera indicam que o número de deportados pode ser superior.

 

Em Março, a administração Trump informou um tribunal que “aproximadamente 6.000 cidadãos cubanos” tinham sido transferidos para o México ao abrigo do que descreveram como um acordo em vigor, mas “não escrito”, com o governo mexicano. O México negou repetidamente a existência de tal acordo.

 

A crise económica de Cuba, provocada pelo embargo, poderá desencadear outra vaga migratória em grande escala, semelhante ao êxodo de Mariel de 1980.

 

O antigo director da CIA, Robert Gates, afirmou recentemente que a maior ameaça da ilha à segurança nacional dos EUA não é uma acção militar, mas sim “outra evacuação como a de Mariel”, motivada pelo embargo económico.

 

Em Dezembro, quatro migrantes cubanos detidos no centro de detenção de Fort Bliss, no Texas, alegaram ter sido torturados e pressionados a aceitar a deportação para o México sem aviso prévio.

 

 

(*) https://www.aljazeera.com/features/longform/2026/7/12/meet-the-cubans-stuck-in-mexico-under-donald-trumps-deportation-campaign

 

https://mpr21.info/estados-unidos-ya-no-es-un-paraiso-para-los-emigrantes-cubanos/

Comentários