Daniel Siad, cujo nome aparece milhares de vezes nos arquivos de Jeffrey Epstein, foi encontrado morto na sua casa, em França. Desde que o caso Epstein veio a público, foi acusado de cinco crimes de violação e tráfico humano.
De origem judaica e portador de passaporte sueco, Siad era um proxeneta que recrutava modelos, que oferecia a Epstein. Na Polónia, o primeiro-ministro Donald Tusk anunciou a abertura de uma investigação às redes de Siad no país.
A modelo sueca Ebba P. Karlsson acusou Siad de a ter violado na piscina de uma mansão em Cannes, França, em 1990. Em Barcelona, onde Siad viveu entre 2016 e 2017, contactou agências de modelos, abrigou jovens modelos em sua casa e enviou fotografias e informações a Epstein, incluindo comentários sobre as suas idades e aparência. Uma modelo alemã de 22 anos, identificada como “Michele”, também teve contacto com Siad. Foi apresentada a Epstein e desapareceu em 2015.
Mudou-se para o Dubai em 2012 e disse à mãe que trabalhava como empregada de mesa. Afirmou ainda que foi aí que conheceu Siad, para quem trabalhava como acompanhante, uma forma de prostituição típica da alta sociedade, sobretudo nos países do Médio Oriente. Entre 2017 e 2020, Siad foi o representante diplomático do Movimento Cabila para a Autodeterminação (MAK) na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein.
Na Argélia, o MAK é considerado uma organização terrorista ao serviço do imperialismo, sobretudo de Israel, pelo que se suspeita que, tal como Epstein, Siad também tenha trabalhado para a Mossad. Após o seu nome constar dos dossiers de Epstein, Siad abandonou o MAK. Também discursou numa conferência da Coordenação dos Movimentos Azawad (CMA, os tuaregues) em 2018, onde se apresentou como um diplomata defensor da cultura, língua e identidade berbere. A rede de associados de Epstein está a ser ocultada.
Em 2022, Jean Luc Brunel, também proxeneta, sócio de Epstein e agente de modelos francês, morreu na prisão enquanto enfrentava acusações de violação e tráfico de menores. A verdadeira extensão do alcance da rede de Epstein nunca será totalmente revelada.
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