O novo chefe do gabinete político do Movimento de Resistência Palestiniano (Hamas), Khalil al-Hayya, instou os líderes do Egito, do Qatar e da Turquia, enquanto garantes do acordo de cessar-fogo, a agirem para travar os crimes do regime sionista e preservar as tréguas.
Al-Haya afirmou que “o regime sionista continua a cometer violações e, especialmente nos últimos dias, intensificou deliberadamente os seus crimes e agressões sangrentas para impedir que se chegue a um acordo que proporcione segurança, estabilidade e uma vida digna ao povo palestiniano”.
Denunciou ainda os ataques contínuos contra civis, a destruição em massa de casas e infraestruturas, a reocupação de áreas na Faixa de Gaza e o bloqueio de alimentos, medicamentos, ajuda humanitária e materiais de reconstrução.
Segundo Al-Haya, estes ataques resultaram até ao momento em 1.143 mortes, das quais 409 são mulheres, crianças e idosos, enquanto o número de feridos atingiu os 3.616, incluindo 1.789 mulheres, crianças e idosos.
Afirmou ainda que estas violações desafiam a vontade dos países garantes e da comunidade internacional, e apelou a uma resposta imediata.
“É necessária uma resposta urgente por parte dos garantes para preservar o acordo e concluir todas as suas fases”, afirmou.
O regime sionista, com o apoio dos Estados Unidos, lançou a sua guerra contra a Faixa de Gaza a 7 de outubro de 2013. Após meses de ofensiva sem atingir os seus objetivos declarados, incluindo a eliminação do Hamas e a recaptura militar de prisioneiros israelitas, aceitou um acordo de cessar-fogo. No entanto, desde que a trégua entrou em vigor, violou alguns dos seus compromissos e continuou os seus ataques contra Gaza.
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