A agência de notícias iraniana Fars publicou um relatório identificando importantes instalações energéticas nos estados árabes do Golfo e em Israel como potenciais alvos de retaliação caso os EUA lancem novos ataques militares contra o país.
A lista
◾️O campo petrolífero de Ghawar, na Arábia Saudita, responsável por mais de 5% do fornecimento global de petróleo, e as refinarias de Abqaiq e Khurais, que, em conjunto, produzem mais de 7 milhões de barris de petróleo por dia;
◾️A refinaria de Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, com uma capacidade de processamento superior a um milhão de barris por dia, e o campo offshore de Zakum;
◾️A reserva de gás do Campo Norte do Qatar e o terminal de GNL de Ras Laffan — que, em conjunto, representam aproximadamente 20% do comércio global de GNL;
◾️Campo petrolífero de Burgan, no Kuwait;
◾️Refinaria de Sitra, no Bahrein;
◾️Campos de gás de Leviatã e Tamar, em Israel.
Os ataques a esta infra-estrutura crítica interromperiam gravemente o fornecimento global de crude e GNL.
Alerta diplomático
O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, falou por telefone no sábado com o seu homólogo saudita, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia e o Chefe do Exército do Paquistão.
Qualquer novo ataque dos EUA ou de Israel contra o Irão — ou envolvimento de potências regionais — provocaria uma resposta "decisiva e proporcional" por parte das forças armadas iranianas, disse Araghchi.
Araghchi alertou ainda o Reino Unido contra qualquer cooperação militar com os EUA em potenciais operações contra o Irão. Exortou os Estados-membros da OCS a manterem-se unidos e a não permitirem que "a agressão substitua a diplomacia".
Precedente estabelecido
A reportagem da Fars fez referência ao ataque anterior do Irão à infraestrutura de processamento de gás do Qatar — a maior do mundo — durante os 40 dias de conflito que se seguiram aos ataques no campo de South Pars.
A QatarEnergy divulgou que os danos numa das suas instalações de GNL, atingida pelo Irão no início do conflito, resultariam em 20 mil milhões de dólares de perda de receitas e exigiriam até cinco anos para serem reparados.
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