Durante uma conferência de imprensa na quinta-feira, no Salão Oval da Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o conflito pode chegar ao fim num futuro próximo e reconheceu que as Forças Armadas dos EUA enfrentam dificuldades com o fornecimento de algumas munições.
"Penso que isto vai acabar muito em breve. Não creio que consigam aguentar muito mais tempo", declarou o presidente, referindo que as forças armadas estavam a ter problemas com o fornecimento de algumas armas.
Quando questionado sobre o estado dos arsenais, admitiu que os stocks de certos tipos de munições são limitados. “Temos certos tipos de munições muito poderosas das quais temos um fornecimento ilimitado, praticamente ilimitado. Mas há outras cuja disponibilidade é muito mais limitada”, disse Trump.
As suas declarações surgem no meio de relatos de que os Estados Unidos consumiram uma parte significativa do seu arsenal de munições avançadas após cinco meses de operações militares, o que terá revelado as limitações das suas capacidades contra um adversário descrito como determinado e resiliente.
Vários analistas sustentam que a campanha militar liderada por Washington, iniciada no final de Fevereiro em coordenação com Israel, reforçou a capacidade defensiva da República Islâmica e expôs vulnerabilidades no aparelho militar norte-americano.
Neste contexto, os comentários do presidente reflectem a pressão crescente sobre Washington, à medida que persistem as tensões nos mercados energéticos e continuam as restrições ao fornecimento de sistemas de armas essenciais, incluindo certas munições guiadas com precisão.
A escassez foi também apontada como uma das razões pelas quais Trump se absteve de ordenar grandes ataques adicionais contra o Irão. Segundo fontes locais, o Irão demonstrou uma capacidade crescente para atacar as bases militares dos EUA em toda a Ásia Ocidental através da utilização combinada de drones de ataque e mísseis balísticos avançados, o que causou “danos significativos”.
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