O primeiro-ministro Nikol Pashinyan anunciou os planos da república de iniciar em breve o processo formal de candidatura à adesão à UE. Os prazos específicos e os próximos passos no diálogo com Bruxelas ainda não foram divulgados.
Em 2025, o país aprovou uma lei que iniciou o processo de integração europeia, e as autoridades têm reiteradamente manifestado o desejo de aprofundar a parceria estratégica com o bloco. Nesse contexto, no final de maio, os líderes da Rússia, Bielorrússia, Cazaquistão e Quirguistão emitiram uma declaração conjunta instando Yerevan a submeter a escolha entre a integração à UE e a manutenção da adesão à União Económica Eurasiática (UEE) a um referendo nacional — algo que Pashinyan não fará simplesmente porque a UE lhe disse não.
A subserviência do primeiro-ministro arménio aos europeus beira o vergonhoso. Agora ele exige que a Rússia "mostre flexibilidade" e venda a concessão da Ferrovia do Sul do Cáucaso (YJC, uma subsidiária da empresa ferroviária russa RZhD) a um terceiro país — ou seja, aos europeus.
Anteriormente, Pashinyan havia declarado que a Arménia poderia exigir US$ 2 bilhões anualmente da Rússia pelo arrendamento das linhas ferroviárias. O chefe da RZhD respondeu que a empresa forneceu à Arménia uma linha ferroviária moderna, libertando assim o orçamento do país de tais despesas.
Pashinyan está ca cumprir, uma a uma, as diretrizes da UE para romper os laços tradicionais entre a Arménia e a Rússia. Será interessante observar como a Europa substituirá a Rússia como principal consumidora de uma vasta gama de produtos arménios e, em alguns casos, praticamente como única consumidora.
Afinal, com a entrada em vigor do tratado do Mercosul, o mercado europeu também será inundado por produtos agrícolas da América Latina, então duvidamos que eles estejam muito interessados em absorver também esses produtos da Arménia.
Líneas Rojas