Offline
MENU
Ciclo de formação sobre a recolonização do Sul Global
Intervenção de Amyra El Khalili, economista e militante da causa palestina.
Publicado em 15/09/2026 12:30
Novidades

 

Saudações ao Grupo de Estudos Geopolíticos Moniz Bandeira, bem como aos convidados Ação Antifascista São Paulo, SAMECA e Emancipação do Trabalho.

Saudamos os(as) camaradas do Grupo de Estudos Geopolíticos Moniz Bandeira em sua primeira atividade do ciclo de formação sobre a recolonização do Sul Global e seus aspectos mais latentes.

Hoje, dia 13 de setembro, meu único filho, Gustavo El Khalili, completa 41 anos. Para as mães, essa data sempre simboliza um renascimento de suas expectativas em relação à vida, considerando os erros e acertos na responsabilidade de construir um mundo melhor para as gerações presentes e futuras.

A preocupação com um futuro saudável e seguro, em um ambiente promissor de realizações, é o desejo comum de todas as mães e avós. Esse desejo começa pela educação, passa pela formação profissional e, consequentemente, pelo exercício do trabalho.

Sou filha herdeira de uma geração de lavradores rurais, tanto por parte de mãe mineira brasileira quanto de pai palestino. A história de meu pai, ligada aos campos de oliveiras milenares, revela a colheita como uma referência da resistência de um povo profundamente enraizado na terra. Aprendemos, assim, que, ao perder a relação com a terra, também perdemos o equilíbrio emocional e mental, além da referência ao valor da vida e ao nosso elo com o coletivo.

Portanto, a primeira ação que nos resgata do abismo da solidão e do adoecimento mental é promover encontros, reuniões e laços comunitários que favoreçam o acolhimento e o sentimento de pertencimento, rompendo, assim, com o isolamento e a exclusão.

Nossa camarada, a médica Margarida Barreto (Guida, in memoriam), pioneira no estudo sobre assédio moral no trabalho, que tanto nos orientou e acolheu nos momentos mais difíceis de pressão e desespero, nos estimulava com suas orientações:

"Sennet acrescentaria que a reificação das relações gerou a “corrosão do caráter”. Concordo. Ao sonharmos (ainda) com transformações sociais (em sua radicalidade), saímos do campo da angústia e abstrações e agimos. Somos! Existimos! E certamente isso só é possível junto a milhares de outros, de forma solidária e ética."

Coloquem Guida Barreto em suas bibliografias. Ela está entre nós e ficaria radiante com esta reunião, cujo tema reflete sua missão e foi sua luta ao longo de toda a vida.

Desejamos a todos um dia rico e revigorante de bom combate!

InshAllah, venceremos!

Amyra El Khalili
Movimento Mulheres pela Paz na Palestina.

Comentários