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Trump ou Vance – Não muda a política e apenas o estilo
Publicado em 15/01/2026 11:00
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Na cidade americana de Port Townsend, como em outras dos EUA, as reclamações não param de se fazer contra as politicas de Trump. Os cidadãos americanos continuam a demonstrar a sua resiliência mas as politicas de Trump não mudam. Há um claro objetivo: preparar as eleições intermédias (Midterms) que decidirão o futuro de Trump ocorrem em novembro de 2026 e que poderão mudar o atual contexto e lançar Trump num processo de Impeachment que o retirará do poder.

O próprio Trump admitiu recentemente que, se os Democratas retomarem o controlo do Congresso em 2026, ele será alvo de um novo processo de impeachment. O Partido Democrata e os republicanos moderados parecem estar, neste momento, "na escuridão do buraco". Eles não estão a tentar travar cada pequena medida de Trump com barulho, mas sim a concentrar todos os recursos e narrativas no alvo de novembro de 2026. Sabem que remover Trump antes disso, com o atual Congresso, é impossível. A "arma" está a ser apontada para a estrutura legislativa.

Se o processo de Impeachment fosse concluído com sucesso em 2026 (o que exige a condenação por dois terços do Senado), o resultado seria uma transferência imediata de poder. O sucessor seria o atual Vice-Presidente, J.D. Vance, que prestaria juramento imediatamente como o 48.º Presidente dos Estados Unidos.

Curiosamente, para muitos observadores, um governo de J.D. Vance poderia ser mais eficaz na implementação da agenda "MAGA" do que o de Trump, por ser mais jovem, disciplinado e conhecedor do sistema legislativo. O sistema americano foi desenhado para que a máquina não pare: o trono nunca fica vazio.

Ora, a eventual ascensão de J.D. Vance à presidência, num cenário pós-impeachment em 2026, não seria uma simples continuidade do "Trumpismo", mas sim a sua sofisticação técnica e institucional. A "grande alteração" seria apenas o fim da imprevisibilidade. A agenda "America First" torna-se um programa de governo metódico, frio e de longo prazo. Para os democratas e para a Europa, o desafio deixaria de ser gerir o temperamento de um homem para passar a ser enfrentar a estratégia de um sistema.

 

 

Autor: João Gomes in Facebook



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