O Ministério da Saúde palestiniano explicou em comunicado que 726 corpos foram recuperados dos escombros do enclave costeiro durante este período, que foi devastado após mais de dois anos de agressão israelita.
No passado sábado, as Forças Armadas de Israel (IDF) mataram dois palestinianos e feriram outros quatro durante as suas incursões na região, apesar do cessar-fogo em vigor desde o ano passado.
De acordo com dados oficiais, pelo menos 72.070 habitantes de Gaza perderam a vida e outros 171.738 ficaram feridos em ataques das FDI desde o início da actual onda de violência em Outubro de 2023.
Na semana passada, o director de assistência médica no enclave costeiro, Bassam Zaqout, alertou que a Faixa de Gaza caminha para um colapso humanitário e de saúde devido ao bloqueio israelita, que provocou uma grave escassez de produtos vitais, incluindo medicamentos. Zaqout explicou que o sector da saúde está a atravessar um estado de “estagnação mortal” como resultado do cerco em curso e da falta de material médico essencial numa altura em que as taxas de pobreza e desemprego estão a aumentar. Denunciou o grande número de deslocados amontoados em tendas e abrigos, o que duplica os riscos para a saúde e aumenta a pressão sobre as instalações médicas já sobrecarregadas. Observou que metade dos doentes oncológicos em Gaza necessita de viajar para fora da Faixa para receber tratamento adequado devido à falta de equipamento de detecção precoce no território.
Este mês, Ismail Al-Thawabta, chefe do gabinete de imprensa do governo em Gaza, acusou Israel de causar uma crise de saúde sem precedentes no território, como resultado da agressão e do bloqueio à entrada de medicamentos. Descreveu ainda os serviços médicos como meramente formais e extremamente limitados, pois não garantem a continuidade da assistência.
Fonte: https://diario-octubre.com/2026/02/22/israel-asesino-a-mas-de-600-gazaties-desde-el-comienzo-de-la-tregua/