Autoridades israelitas consideram que os Estados Unidos podem em breve lançar um ataque contra o Irão, informou o portal Axios nesta sexta-feira, citando fontes.
"Apesar do atraso, autoridades israelitas acreditam que um ataque militar dos EUA ainda pode ocorrer nos próximos dias", escreve a publicação. Por sua vez, autoridades americanas afirmam que a opção militar "continua em aberto" caso a República Islâmica mate manifestantes.
Segundo uma fonte israelita, além das preocupações com possíveis represálias, o plano atual de Washington inclui ataques contra alvos das forças de segurança iranianas, mas Israel não o considera suficientemente contundente para desestabilizar significativamente o governo do país persa.
Em relação aos preparativos, fontes americanas indicam que o Pentágono está enviando capacidades defensivas e ofensivas adicionais para a região, a fim de estar pronto caso o presidente Donald Trump ordene um ataque.
Assim, o porta-aviões Abraham Lincoln e seu grupo de batalha estão se dirigindo para o Oriente Médio, partindo do Mar da China Meridional. A imprensa também informa que se espera o envio de mais sistemas de defesa aérea, aeronaves de combate e possivelmente submarinos.
Nesse mesmo sentido, o Axios lembra que o diretor do Serviço de Inteligência Estrangeira de Israel (Mossad), David Barnea, chegou aos Estados Unidos para discutir a situação no Irão. No entanto, ainda não está claro se ele se encontrará com Trump em Mar-a-Lago neste fim de semana.
Por outro lado, alguns funcionários acreditam que a crise atual pode convencer as autoridades iranianas a fazer concessões que antes se recusavam sequer a considerar em relação ao programa nuclear, aos mísseis e aos grupos aliados, destaca o portal.
Protestos no Irão
Do final de dezembro até meados de janeiro, o Irão foi palco de protestos que surgiram num cenário de crise económica e forte desvalorização da moeda nacional.
Diante desses acontecimentos, o presidente dos EUA ameaçou intervir no Irão caso houvesse mortes entre os manifestantes.
Em meio às declarações hostis de Trump, Teerão acusa Washington e Tel Aviv de instrumentalizarem os protestos como parte de uma "guerra suave" e os advertiu severamente contra qualquer intervenção nos assuntos internos da República Islâmica. A Rússia também atribuiu a interferência externa ao que está acontecendo no país persa.
Fonte: @Eureka News