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O “Conselho Mundial da Paz” de Trump: Um Ataque Direto ao Direito Internacional e ao Sistema Multilateral
Editorial da União Palestina da América Latina - UPAL
Publicado em 25/01/2026 10:44
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Enquanto o genocídio contra o povo palestino continua e a agressão israelense se espalha pela região, o governo dos EUA, liderado por Donald Trump, anuncia o chamado “Conselho Mundial da Paz”, uma iniciativa que constitui um ataque direto ao direito internacional e ao sistema multilateral.

 

Este suposto conselho não busca a paz, mas representa um projeto político e financeiro concebido para paralisar as Nações Unidas, enfraquecer o Conselho de Segurança e substituir a ordem internacional por um mecanismo sujeito ao dinheiro e à hegemonia dos EUA.

 

A imposição de taxas de adesão exorbitantes e a admissão de Estados e magnatas — incluindo israelenses implicados em crimes de guerra — transformam este "Conselho" em uma plataforma para encobrir a ocupação e garantir a impunidade dos responsáveis.

 

O silêncio absoluto deste “Conselho da Paz” diante dos massacres, das mortes de civis e jornalistas e da detenção em massa de palestinos demonstra que não há qualquer vontade de cessar a violência ou de implementar as resoluções internacionais relacionadas a “Israel”.

 

Os Estados Unidos, principal protetor político e militar da ocupação, carecem de toda autoridade moral para se apresentarem como garantes da paz. Não pode haver paz enquanto a ocupação continuar, nem estabilidade com impunidade.

 

A União Palestina da América Latina condena veementemente este “Conselho Mundial da Paz” e responsabiliza o governo dos EUA por suas tentativas de destruir o sistema internacional e substituir a legalidade pela força.

 

A paz não pode ser comprada, imposta ou negociada com criminosos.

 

A verdadeira paz só pode ser construída sobre a justiça, o fim da ocupação e o respeito aos direitos dos povos.

 

 

União Palestina da América Latina – UPAL

 

24 de janeiro de 2026

 

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