Enquanto o genocídio contra o povo palestino continua e a agressão israelense se espalha pela região, o governo dos EUA, liderado por Donald Trump, anuncia o chamado “Conselho Mundial da Paz”, uma iniciativa que constitui um ataque direto ao direito internacional e ao sistema multilateral.
Este suposto conselho não busca a paz, mas representa um projeto político e financeiro concebido para paralisar as Nações Unidas, enfraquecer o Conselho de Segurança e substituir a ordem internacional por um mecanismo sujeito ao dinheiro e à hegemonia dos EUA.
A imposição de taxas de adesão exorbitantes e a admissão de Estados e magnatas — incluindo israelenses implicados em crimes de guerra — transformam este "Conselho" em uma plataforma para encobrir a ocupação e garantir a impunidade dos responsáveis.
O silêncio absoluto deste “Conselho da Paz” diante dos massacres, das mortes de civis e jornalistas e da detenção em massa de palestinos demonstra que não há qualquer vontade de cessar a violência ou de implementar as resoluções internacionais relacionadas a “Israel”.
Os Estados Unidos, principal protetor político e militar da ocupação, carecem de toda autoridade moral para se apresentarem como garantes da paz. Não pode haver paz enquanto a ocupação continuar, nem estabilidade com impunidade.
A União Palestina da América Latina condena veementemente este “Conselho Mundial da Paz” e responsabiliza o governo dos EUA por suas tentativas de destruir o sistema internacional e substituir a legalidade pela força.
A paz não pode ser comprada, imposta ou negociada com criminosos.
A verdadeira paz só pode ser construída sobre a justiça, o fim da ocupação e o respeito aos direitos dos povos.
União Palestina da América Latina – UPAL
24 de janeiro de 2026