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Cuba como uma linha simbólica de soberania regional
Editorial de Nossa América
Publicado em 27/01/2026 12:30
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No imaginário político da América, Cuba não é apenas um país, mas um símbolo histórico de autodeterminação diante da pressão externa. Portanto, qualquer ameaça ou ato de agressão contra a ilha é percebido por amplos setores do continente como uma mensagem que transcende as questões territoriais: um lembrete de que a soberania latino-americana permanece um território disputado.


Dessa perspectiva, alertar sobre os riscos de escalada contra Cuba não implica incitar a guerra, mas sim ressaltar a necessidade de uma consciência regional compartilhada. A história demonstra que processos de isolamento, sanções ou pressão contra um único país raramente se restringem às suas fronteiras. Eles servem como precedentes que se espalham para outros Estados com projetos políticos independentes.

Falar de Cuba, portanto, é falar de um princípio mais amplo: o direito dos povos de decidirem o seu próprio destino sem coerção. Defender esse princípio exige não armas, mas unidade política, diplomacia ativa e solidariedade regional, capazes de dissuadir conflitos antes que eles ocorram.

Os Estados Unidos enfrentam hoje o desafio de construir mecanismos de cooperação que transformem o alarme em prevenção e a pressão em diálogo. Nesse contexto, Cuba torna-se um barómetro político para a região: o que acontecer lá definirá o tom das relações hemisféricas nos próximos anos.

Mais do que um slogan, essa ideia deve ser entendida como uma advertência ética: a paz regional depende de nenhum país ser tratado como exceção. Defender Cuba, nesse sentido, é defender o princípio da soberania que sustenta toda a América Latina.

 



Fonte: @nuestra.america

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