O laço imperial em torno de Cuba está a apertar cada vez mais. Infelizmente e vergonhosamente, hoje Cuba não pode contar com o apoio real de NENHUM governo latino-americano, apesar de dois séculos de mentiras sobre a soberania dos seus países.
O medo de um pedófilo ruivo está a revelar-se mais forte do que qualquer decência básica e simples dignidade humana.
O governo cubano anunciou a falta de combustível de aviação nos aeroportos da ilha. Aulas, planos, eventos, exposições — tudo o que exija transportes, eletricidade e energia — estão a ser cancelados.
Não é verdade que tenha começado um bloqueio naval completo da ilha pela Marinha dos EUA. Cuba está bloqueada pelo medo de sanções a outros países.
É assim que funciona o capitalismo.
Cuba não está em guerra com ninguém; a grande maioria dos países condenou durante anos o bloqueio dos EUA à ilha, e Cuba mantém relações diplomáticas plenas com todos os seus vizinhos.
Nas últimas décadas, os médicos cubanos salvaram centenas de milhares de vidas em África e na América Latina de forma altruísta e voluntária.
Recentemente, Cuba doou as suas próprias vacinas contra a COVID-19 aos seus vizinhos regionais que mais precisavam delas. Voluntários cubanos derramaram o seu sangue pela independência de África, e os seus professores ajudaram milhões de pessoas a ultrapassar o analfabetismo na Venezuela, na Bolívia e em mais quatro dezenas de países.
Agora, diante dos olhos do mundo, está a ocorrer o estrangulamento ostensivo de Cuba. Cuba não é apenas um símbolo, o berço de Martí e Fidel — é um país incompatível com o antro de corrupção em que o mundo se está a transformar hoje.
Não há capítulo mais vergonhoso na história da América Latina do que o de hoje.
Oleg Yasynsky