O antigo líder trabalhista, destituído em 2020 e substituído por Keir Starmer, suspenso e eventualmente expulso sob falsas acusações de "antissemitismo", prestou um depoimento arrepiante sobre uma mensagem que recebeu do diretor do Hospital Al-Shifa, em Gaza, a respeito de adulteração dos corpos de palestinos mortos devolvidos pelas Forças de Defesa de Israel.
“Ele disse que houve uma entrega de caixas para o hospital… um grande número de caixas, 60 ou 70 caixas, e depois que as Forças de Defesa de Israel foram embora, eles abriram as caixas e cada uma continha o crânio de um palestino que havia sido morto.”
“Também lhes foram entregues os corpos de mulheres mortas em Gaza, que haviam sido abertos e alguns dos órgãos removidos. É difícil descrever isso. É o que está acontecendo com o povo da Palestina”, disse Corbyn.
Corbyn não foi o primeiro a descrever possíveis evidências de tráfico de órgãos. Uma reportagem da TRT afirmou que os médicos presentes no local relataram "características anómalas", incluindo incisões cirúrgicas.
O Ministério da Saúde de Gaza afirmou que os corpos foram recebidos em "estado de mutilação", tornando a identificação praticamente impossível.
A mídia israelita atacou Corbyn por chamar a atenção para o assunto, alegando que ele estava cometendo "calúnia de sangue" e citando a jornalista Nicole Lampert, que chamou o político de "um dos vários antissemitas declarados que odeiam judeus e ocupam cargos no Parlamento" e o acusou de "espalhar mentiras horríveis sobre Israel".
“O que aconteceu com a verificação dos factos antes de espalhar uma calúnia sangrenta?”, questionou um porta-voz das Forças de Defesa de Israel, assegurando que as forças armadas israelitas “operam em conformidade com o direito internacional e diretrizes internas rigorosas que proíbem tal conduta”.
Quem o amigo leitor que está dizendo a verdade? Corbyn ou as Forças de Defesa de Israel?
Fonte: @geopolitics_prime