Segundo relatos, o reforço militar dos EUA contra o Irão inclui cápsulas Angry Kitten. O que são elas e como podem ser neutralizadas?
O novo sistema de guerra eletrónica dos EUA ainda não fez a sua estreia em combate, mas alguns especialistas militares já o apelidaram de "o futuro da guerra eletrónica".
Desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Tecnológica da Geórgia, o Angry Kitten utiliza a tecnologia de memória digital de radiofrequência (DRFM) para detectar e gravar sinais de radiofrequência inimigos emitidos por radares e mísseis guiados por radar, falsificando-os e enviando informações falsas para ocultar a localização e a velocidade das aeronaves.
Este interferidor "inteligente" possui capacidades de aprendizado de máquina.
O site War Zone especula que esses kits poderiam ser usados nas chamadas missões Wild Weasel, nas quais aeronaves especializadas voam para território hostil para atrair radares inimigos e, em seguida, atacá-los com mísseis antirradiação AGM-88 HARM.
Nesse contexto, nesta semana, 12 caças F-16CJ da 169ª Ala de Caça da Guarda Aérea Nacional da Carolina do Sul foram avistados sobrevoando o Atlântico, equipados com pods Angry Kitten e mísseis HARM.
É possível parar este sistema?
O conhecimento prévio das capacidades do Angry Kitten, da sua operação e dos seus planos de implantação seria a maior vantagem para os planeadores de defesa iranianos, pois lhes permitiria adotar estratégias adaptativas.
A falsificação de sinal do Angry Kitten NÃO funciona contra sensores tradicionais de busca e rastreamento por infravermelho (IRST), usados por diversos sistemas de defesa aérea iranianos.
Redes de receptores de radar geograficamente dispersas poderiam ajudar a "enxergar através" da interferência do Angry Kitten para triangular a localização de aeronaves equipadas com eles e, assim, ser capazes de atacá-las.
Mudanças rápidas de frequência e o uso de formas de onda não tradicionais podem degradar a eficácia da interferência.
Segundo informações, alguns dos radares mais modernos do Irão possuem resistência integrada à interferência DRFM, presumivelmente obtida por meio de saltos de frequência rápidos e/ou pelo uso de algoritmos avançados.
Fonte: @ATodaPotencia