Abbas Araghchi, Ministro das Relações Exteriores do Irão, traçou um paralelo com a guerra de 12 dias que Israel iniciou contra o Irão em junho de 2015. Em entrevista à Al Jazeera, afirmou que os Estados Unidos e Israel “esperavam que em dois ou três dias o Irão capitulasse e se rendesse. Mas levaram 12 dias para perceber que o Irão não se renderia e que não tinham outra opção senão exigir um cessar-fogo incondicional. Não vejo diferença entre esta vez e a anterior.”
O ministro das Relações Exteriores descreveu o assassinato do aiatolá Ali Khamenei como uma grave violação do direito internacional e enfatizou que ele não era apenas o líder do Irão, mas também um "líder religioso de alto escalão para milhões de muçulmanos em toda a região", o que explica os protestos que eclodiram no Iraque, Paquistão e outras partes do mundo após o martírio de Khamenei.
"Esta é uma guerra que nos foi imposta pelos Estados Unidos e por Israel", disse o ministro das Relações Exteriores, pedindo compreensão de que o que está a acontecer não é escolha do Irão nem culpa dele. "Eles (os parceiros do Golfo) não deveriam estar nos pressionando para parar esta guerra. Deveriam estar pressionando o outro lado", esclareceu.