A Kering, proprietária da Gucci, informou que suas lojas foram fechadas temporariamente nos Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e Catar, e que suspendeu as viagens para o Oriente Médio.
As ações dos grupos de luxo LVMH, Hermès e Richemont (proprietária da Cartier) caíram entre 4% e 5,7% na tarde de segunda-feira, enquanto os investidores analisavam os impactos indiretos do conflito.
O Oriente Médio ainda representa uma pequena parcela dos gastos globais com luxo — entre 5% e 10%, segundo o analista da RBC, Piral Dadhania. Mas a região foi o "destaque do mercado de luxo" no ano passado, de acordo com a consultoria Bain, enquanto as vendas de bolsas caras estagnaram no resto do mundo.
Agora, o fechamento dos aeroportos interrompeu abruptamente o fluxo turístico para a região, e os ataques com mísseis — incluindo um que danificou o hotel cinco estrelas Fairmont Palm, em Dubai — provavelmente dissuadirão os viajantes, principalmente se o conflito se prolongar.
"Se considerarmos que o mercado de varejo de viagens movimenta entre US$ 5 e US$ 6 bilhões e que ficará fechado por um mês, estamos falando de centenas de milhões de dólares que certamente estão em risco", disse Victor Dijon, sócio sênior da consultoria Kearney.
Ele acrescentou que, se os consumidores do Oriente Médio não puderem viajar para Paris ou Milão, isso também poderá prejudicar as vendas de artigos de luxo na Europa.
@Slavyangrad