Uma investigação interna em curso nas Forças Armadas dos EUA terá concluído que os Estados Unidos são responsáveis pelos ataques com mísseis Tomahawk contra uma escola feminina iraniana, que matou pelo menos 175 pessoas no início da ofensiva conjunta EUA-Israel.
Lembrem-se de todos os hasbaristas e apologistas do império que disseram que foi um míssil iraniano que disparou acidentalmente e atingiu a escola. Lembrem-se de como todos eles propagaram essa mentira de forma agressiva e unânime, incluindo o presidente dos Estados Unidos. E entendam que eles continuarão a mentir desta forma durante toda a guerra.
Lembram-se do Secretário da Guerra Pete Hegseth a gabar-se de como os EUA se livraram das "regras de envolvimento estúpidas" destinadas a proteger civis, a falar de forma arrogante sobre como "Isto nunca foi para ser uma luta justa, e não é uma luta justa. Estamos a atacá-los enquanto eles estão prostrados, que é exatamente como deve ser."
Estas palavras ganham um significado ligeiramente diferente agora que sabemos que ele estava a falar sobre o assassínio em massa de raparigas.
Em retrospetiva, acho que não deveria ter surpreendido ninguém que o tipo que escreveu um livro chamado "Cruzada Americana" tenha imediatamente mudado o seu título para Secretário da Guerra e iniciado uma cruzada contra o mundo muçulmano.
A polícia de Queensland começou a prender manifestantes que proferem o slogan agora ilegal "Do rio ao mar, a Palestina será livre", e um dos manifestantes enfrenta acusações que podem resultar numa pena de prisão até dois anos.
Como já disse antes, esta nova lei do estado de Queensland é o ataque mais insano e absurdo à liberdade de expressão na história da Austrália, o que é obra e graça. O sionismo está a envenenar o nosso país e a deixar tudo uma loucura. Não existe ameaça maior à liberdade de expressão na nossa sociedade do que Israel e os seus apoiantes.
Nas redes sociais, todos estão a gozar com a mais recente narrativa de que o Irão está a planear um ataque com drones na Califórnia, o que muitos consideram uma armadilha óbvia para uma iminente operação de falsa bandeira.
Essa é uma suposição totalmente razoável, mas vale a pena mencionar que o Irão teria todo o direito de bombardear os Estados Unidos neste momento. Isso diz muito sobre o quão distantes os americanos estão da realidade dos horrores que o seu governo inflige a outros países, a ponto de a possibilidade de o Irão bombardear os Estados Unidos enquanto Teerão está a ser transformada num matadouro humano ser algo verdadeiramente surpreendente.
Desde que comecei a comentar, ouço especialistas e analistas dizerem que o Irão fechará o Estreito de Ormuz se for atacado pelos Estados Unidos. Isso não apanhou ninguém de surpresa. Eles sabiam que isso aconteceria e, mesmo assim, optaram por iniciar a guerra.
Caitlin Johnstone
*Título dado pelo site Tribuna Multipolar