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Uma mensagem por um novo ciclo para o Brasil
Tornou-se evidente que o país precisa mais do que alternância de governos: precisa de um novo horizonte republicano.
Publicado em 23/03/2026 14:30
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Desde o dia 05 de outubro de 1988, quando foi promulgada a Constituição denominada “cidadã”, o Brasil vive sob os auspícios da Nova República, também conhecida como Sexta República, uma Carta que prometia uma série de direitos aos nossos compatriotas, com a respectiva obrigação ao Estado de assegurá-los.

Ao mesmo tempo, nossa classe política, diante dos novos desafios da redemocratização, optou por uma adoção acrítica de um modelo econômico que, mesmo meritório em certos aspectos – como o combate à inflação, galopante nos anos 80 e início dos 90 – penalizou o crescimento do país, levou-o a uma desindustrialização precoce e acelerada, tornando nossa economia dependente dos ciclos de commodities – e mesmo estas estão sujeitas a obstáculos político-institucionais que, entre outros fatores, nos prendem aos famosos “voos de galinha”.

Não se pode negar que houve conquistas neste período neorrepublicano para o Brasil, e que estas devem ser não só preservadas como, em certos aspectos, até mesmo ampliadas. Contudo, é preciso reconhecer que, já há alguns anos, este ciclo, que caminha para seus 38 anos em 2026, já dá sinais de fadiga, seja pelo postergamento de discussões acerca das tão necessárias reformas estruturais que o país precisa, seja mesmo pelos vícios de origem do sistema político-institucional desde então.

Instituições desgastadas, discussões políticas superficiais e de temas irrelevantes ao interesse público, descontinuidade de projetos nacionais e uma fragmentação cada vez maior da sociedade em “tribos” incapazes de conversar e se entender têm sido a marca destes últimos anos desta Sexta República. Entre crises políticas, instabilidade econômica e fragmentação cultural, tornou-se evidente que o país precisa mais do que alternância de governos: precisa de um novo horizonte republicano.

Sendo assim, o Sétima República nasce como um espaço de reflexão estratégica sobre o futuro do Brasil. E nosso propósito é promover um debate sério sobre os fundamentos do Estado brasileiro — sua soberania, suas instituições, sua economia e sua identidade histórica. Acreditamos que nenhuma nação prospera sem consciência de si mesma, sem projeto de longo prazo e sem elites capazes de pensar além do imediato.

Inspirado nas tradições do pensamento político, econômico e histórico, o Sétima República reúne análises, ensaios e debates sobre:

  • Estado e instituições;

  • Soberania nacional;

  • Desenvolvimento econômico;

  • Identidade cultural brasileira;

  • Geopolítica e estratégia.



Não somos um veículo de reação momentânea, mas de reflexão estrutural. Sabemos muito bem que o Brasil já atravessou várias fases de sua história republicana, marcada por rupturas, reconstruções e novos pactos políticos. E hoje, novamente, surge a necessidade de pensar o país em termos de fundação histórica.

Sétima República não é apenas um nome. É uma hipótese sobre o futuro. E um convite para imaginar — e construir — o próximo ciclo da história brasileira.





Marcus Jr: editor-chefe do Sétima República. É formado em Engenharia de Produção, especialista em Gestão Pública e servidor público. Gosta de falar sobre política, economia, sociedade e outras coisas que vier a dar na telha.




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