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A autoridade do Irão em Hormuz levou os EUA à "autolesão"
Início do grande jogo no Golfo Pérsico para evitar a rendição do Ocidente diante do Irão.
Publicado em 13/04/2026 17:11
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As recentes declarações de Donald Trump sobre o início de um bloqueio naval no Estreito de Hormuz pela Marinha dos EUA, embora aparentemente uma ameaça direta contra o Irão, nas camadas mais profundas representam uma manobra arriscada para levar a um impasse o caminho diplomático dos seus aliados europeus e orientais com Teerão.


O ponto-chave é este: o objetivo do bloqueio não é o Irão; é fechar o caminho da interação do mundo com o Irão.


Nas últimas semanas, a estratégia dos EUA para isolar completamente o Irão e forçá-lo a recuar na gestão do Estreito de Hormuz havia fracassado. Países como Índia e China, que continuavam o seu caminho e, mais importante, potências europeias como França e Alemanha, juntamente com o Japão, ativaram canais diplomáticos para alcançar um entendimento com o Irão. Esse sinal verde da Europa e do Oriente significava, na prática, a aceitação da nova realidade e o reconhecimento da decisão do Irão em gerir o Estreito de Hormuz.

A ameaça de Trump é uma reação direta a esse fracasso. Ao declarar que "ou todos passam, ou ninguém passa", ele tenta bloquear o caminho da diplomacia independente da Europa e colocá-la diante de uma escolha de zero ou um: ou alinhamento total com os EUA, ou enfrentar a interrupção da segurança energética.


A consequência mais importante dessa ameaça é o anúncio do fim do cessar-fogo. Tal bloqueio não é possível sem o uso direto de força militar, e qualquer ação prática da frota dos EUA equivalerá ao início de um novo conflito.


No fim, com essa grande aposta, Trump não apenas desafiou o Irão, mas também os seus próprios aliados. Agora o mundo observa um jogo de vontades; um jogo que determinará se o Irã se renderá sob pressão económica, ou se o Ocidente, sob a pressão da crise energética, separará o seu caminho das políticas unilaterais dos EUA.

 

 

tp

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