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Presidente cubano rebate novas ameaças de Trump: «Nenhum agressor encontrará rendição em Cuba»
Díaz-Canel conclamou comunidade internacional a reagir as ameaças que, segundo ele, não têm precedentes.
Publicado em 06/05/2026 09:30
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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, rebateu neste sábado (2), em publicação na rede social X, as novas ameaças contra o país feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No dia anterior, o magnata voltou a afirmar que, após encerrar a guerra contra o Irã, iria tomar Cuba.

Em resposta, o líder cubano ressaltou a soberania da Ilha e afirmou que “nenhuma agressor encontrará rendição em Cuba”.

Tropeçará com um povo decidido a defender a soberania e a independência em cada palmo do território nacional”, declarou, nas redes sociais

O líder estadunidense afirmou na sexta que poderia “assumir” Cuba rapidamente após o fim de uma eventual guerra contra o Irã. A fala aconteceu na Flórida, durante um evento e em meio a um comentário a respeito da origem de um dos convidados.

Trump afirmou que os Estados Unidos poderiam posicionar um porta-aviões próximo à costa cubana e chegou a afirmar que bastaria parar a poucos metros do território para que houvesse uma rendição. Na mesma publicação nas redes sociais, Díaz-Canel afirmou que Trump elevou suas ameaças a uma perigosa escala sem precedentes e conclamou a comunidade internacional a reagir ao comentário do estadunidense.

A comunidade internacional deve tomar nota e, junto ao povo dos EUA, determinar se se permitirá um ato criminoso tão drástico para satisfazer os interesses de um grupo pequeno, mas rico e influente, com ânsias de vingança e dominação”

Mais sanções, mais asfixia

Na sexta, Trump ordenou novas sanções destinadas a asfixiar o governo de Cuba, que convocou uma manifestação neste Dia Internacional do Trabalhador para “defender a pátria” e denunciar as ameaças de agressão militar americana.

O magnata diz considerar que a ilha comunista, situada a 150 km da costa da Flórida, segue representando uma “ameaça extraordinária” para a segurança nacional dos Estados Unidos.

As sanções, detalhadas em um decreto presidencial e destinadas a aumentar a pressão sobre Havana, mergulhada em uma crise econômica, se dirigem especificamente aos bancos estrangeiros que colaboram com o governo cubano e impõem restrições migratórias.

Além do embargo vigente desde 1962, Washington, que não esconde o desejo de ver uma mudança de regime na ilha, impôs, em janeiro, um bloqueio petrolífero a Cuba, permitindo a entrada no país apenas de um navio carregado com petróleo russo.

O anúncio de novas sanções coincidiu com o Dia dos Trabalhadores, que Cuba celebrou com um desfile em frente à embaixada americana em Havana, ao qual compareceram o líder revolucionário Raúl Castro, de 94 anos, e o presidente Miguel Díaz-Canel. Apesar da situação tensa, os dois países mantêm conversações.

O governo dos EUA anunciou novas medidas coercitivas que reforçam o brutal bloqueio genocida, como evidência de sua pobreza moral e do desprezo à sensibilidade e ao sentido comum dos estadunidenses e de toda a comunidade internacional”, escreveu o mandatário cubano em uma mensagem publicada em suas redes sociais.

Díaz-Canel apontou que “uma pessoa honesta não pode aceitar a desculpa de que Cuba é uma ameaça para este país. O bloqueio e seu reforço causaram tanto dano, devido à conduta intimidatória e arrogante da maior potência militar do planeta.”





Editado por:  Rodrigo Durão Coelho



Publicado originalmente por:  Brasil de Fato

 

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