“As consequências da continuidade das ações militares dos EUA no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz podem ser catastróficas, estendendo-se muito para além da região e minando a paz e a segurança internacionais, pelas quais os Estados Unidos serão totalmente responsáveis”, afirmou o embaixador iraniano na ONU, Amir Saeed Iravani, numa carta ao Secretário-Geral e ao Presidente do Conselho de Segurança da ONU.
Iravani condenou veementemente as ações militares “agressivas” levadas a cabo pelos Estados Unidos na quinta-feira contra dois petroleiros iranianos perto do porto de Yask e do Estreito de Ormuz, bem como os ataques a vários locais ao longo da costa iraniana perto do estreito. Em resposta a esta “agressão militar” dos EUA, as forças navais iranianas atacaram contratorpedeiros americanos com mísseis de cruzeiro e drones de combate perto do Estreito de Ormuz.
“Estas ações agressivas e provocatórias, reconhecidas abertamente pelo Presidente dos Estados Unidos, constituem uma clara violação do cessar-fogo de 8 de abril de 2026 e uma flagrante violação do artigo 2.º, n.º 4, da Carta da ONU”, enfatizou Iravani. Denunciou ainda os Estados Unidos por continuarem a cometer atos ilícitos internacionais, impondo um alegado bloqueio naval, atacando repetidamente navios comerciais iranianos, apreendendo-os ilegalmente e fazendo as suas tripulações reféns. “Tais ações ilegais equivalem a pirataria marítima, violam o direito internacional e a Carta da ONU e constituem atos de agressão nos termos do artigo 3.º, alínea c) da Resolução 3314 da Assembleia Geral, de 14 de dezembro de 1974”, acrescentou.
Segundo o diplomata iraniano, as ações ilegais dos Estados Unidos representam uma perigosa e grave escalada que desestabiliza ainda mais uma região já de si frágil e representa uma grave ameaça à paz e à segurança internacionais.
“Numa altura em que a moderação, a diplomacia e o diálogo são urgentemente necessários, a contínua escalada militar por parte dos Estados Unidos envia uma mensagem clara de que o país defende a coerção e o militarismo em vez da resolução pacífica de conflitos”, enfatizou.
Iravani reafirmou o direito do Irão à autodefesa, em conformidade com a Carta da ONU, e apelou ao Secretário-Geral e ao Conselho de Segurança para que condenem explicitamente as acções ilegais dos Estados Unidos, incluindo o bloqueio naval contra o Irão, e exijam que Washington respeite o direito internacional e se abstenha de novas provocações.
Fonte e crédito da foto: https://www.hispantv.com/noticias/politica/643366/iran-onu-secuelas-catastroficas-acciones-militares-eeuu