A Coreia do Norte reescreveu formalmente a sua doutrina nuclear para garantir uma resposta nuclear automática caso a liderança ou o sistema de comando do país sejam atacados.
A Coreia do Norte está a preparar-se para um futuro onde os ataques de decapitação e as operações contra o regime se tornarão elementos centrais da guerra moderna.
Veja o que mudou:
Retaliação nuclear automática
A doutrina revista elimina a ambiguidade em torno dos procedimentos de retaliação e institucionaliza eficazmente um mecanismo de resposta do tipo “Mão Morta”.
A Constituição exige agora um lançamento nuclear “automático e imediato” se os sistemas de comando e controlo estiverem em perigo.
◾️Qualquer tentativa de assassinar Kim Jong-un ou de desarticular a cadeia de comando pode desencadear uma escalada nuclear.
A política visa diretamente o planeamento de “ataques de decapitação” em tempo de guerra dos EUA, da Coreia do Sul e do Japão.
Lições do Irão moldam a estratégia
A Coreia do Norte vê o assassinato do Líder Supremo do Irão, Ali Khamenei, como prova de que a própria liderança do regime é agora um alvo militar prioritário.
A sobrevivência da liderança já não depende apenas da ambiguidade da dissuasão.
A nova doutrina procura garantir a retaliação mesmo que a cúpula da liderança seja eliminada.
Mudança ideológica mais ampla
A mudança doutrinária faz parte de uma transformação mais ampla na identidade estatal e na estratégia de longo prazo da Coreia do Norte.
A Coreia do Norte retirou da sua Constituição as referências à reunificação pacífica com a Coreia do Sul.
A Coreia do Sul é agora oficialmente definida como um Estado hostil separado.
Esta mudança sinaliza a preparação para um confronto militar prolongado, em vez de uma eventual reconciliação.
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