O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Seyed Abbas Araqchi, sublinhou que “o cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos deve ser considerado, sem dúvida, um cessar-fogo em todas as frentes, incluindo o Líbano”. “Uma violação deste cessar-fogo em qualquer uma destas frentes equivale a uma violação do cessar-fogo em todas elas”, afirmou numa mensagem publicada na segunda-feira na sua conta de Twitter.
Noutra passagem da mensagem, o ministro iraniano enfatizou que “os Estados Unidos e Israel serão responsáveis pelas consequências de qualquer violação deste cessar-fogo”.
Na segunda-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ministro militar sionista, Israel Katz, ordenaram ao exército israelita que atacasse os subúrbios do sul de Beirute, capital do Líbano, na primeira directiva deste tipo desde o cessar-fogo de Abril.
O Irão alerta para a escalada da agressão de Israel ao Líbano: a conta chega sempre. Desde 2 de março que Israel tem vindo a realizar uma ofensiva alargada no Líbano, que já matou mais de 3.413 pessoas, feriu mais de 10.100 e desalojou mais de 1,6 milhões. Os sangrentos ataques israelitas contra zonas residenciais no sul do Líbano ocorrem apesar de um frágil cessar-fogo entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica Libanês (Hezbollah), acordado a 17 de Abril.
Embora o regime israelita afirme que os seus ataques visam eliminar o Hezbollah, as principais vítimas são a população civil.
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