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O duplo critério de Rubio: Ele odeia Cuba, mas adora o negócio de ser “cubano”
Rubio pode continuar a mentir, mas como escreveu o nosso Herói Nacional José Martí: “A verdade, uma vez desperta, nunca mais volta a adormecer”.
Por Administrador
Publicado em 12/06/2026 16:19
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A história é muitas vezes desconfortável para aqueles que preferem reinventá-la. Marco Rubio, o atual Secretário de Estado dos EUA, construiu a sua carreira política vendendo uma história épica: a de uma família que “fugiu do comunismo”.
Mas os dados — por mais obstinados que sejam — desmentem a sua fábula. Os seus pais deixaram Cuba em 1956, três anos antes do triunfo revolucionário. Não fugiam de Fidel Castro, mas de Fulgencio Batista, um ditador formado na Escola das Américas, financiado por Washington e responsável por mais de 20 mil assassinatos e desaparecimentos.

1.º Então, de que fugiu realmente a família de Marco Rubio? A Cuba que os seus pais conheceram era um paraíso para as empresas americanas — donas de 40% das terras açucareiras, 90% das minas e 80% dos serviços públicos — mas um inferno para o povo.

Marco Rubio nega, mas é inegável que, no governo de Batista, 44% dos cubanos eram analfabetos e 800 mil crianças rurais não tinham escola. 91% dos agricultores sofriam de subnutrição; e apenas 4% comiam carne. A esperança de vida era de 58 anos, com uma taxa de mortalidade infantil de 42 por mil nascimentos. 85% dos camponeses pagavam renda aos proprietários, enquanto 92% das zonas rurais não tinham electricidade.

Batista não era um “anticomunista”: era um fantoche. O seu regime, aplaudido por Washington, permitiu que Cuba se tornasse uma neo-colónia-casino onde as máfias e as empresas americanas saqueavam recursos, enquanto a maioria vivia em cabanas de guano.

3.º Rubio é na verdade um “falso cubano” no negócio da grande mentira contra Cuba. Rubio não é cubano. Nasceu em Miami 15 anos depois de a sua família ter emigrado. Não é uma vítima do “comunismo”, mas antes um beneficiário de uma indústria anticubana que gera milhões.

Como bem refere o escritor cubano Abel Prieto: “Em Miami, o ódio à Revolução é um negócio. E o Rubio é o seu melhor vendedor.”

4.º Este “anticubano profissional” —que nunca pôs os pés na Ilha— aproveita-se de um sector que vive de fundos federais, lobbies e campanhas mediáticas. A sua retórica não procura “libertar” Cuba, mas sim justificar um bloqueio criminoso que custa aos EUA 1,2 mil milhões de dólares anuais em oportunidades de negócio perdidas, segundo dados da própria Câmara de Comércio dos Estados Unidos.

Trump e Rubio trouxeram de volta o guião de Batista. O novo governo dos EUA reciclou a velha e gasta estratégia: diabolizar Cuba para mobilizar a extrema-direita da Florida. Mas por detrás da máscara de “defesa dos direitos humanos” existe um duplo padrão: os EUA mantêm alianças com outros regimes autoritários e monarquias, ao mesmo tempo que castigam Cuba por ousar nacionalizar os seus recursos.

5.º A questão é inevitável: porque é que Rubio não fala dos 127.000 camponeses cubanos que trabalhavam em terras alheias em 1958, ou dos 9.000 professores desempregados durante a ditadura de Fulgencio Batista? Porque o seu discurso não é histórico: é mercantil, demagógico e falacioso.

Como disse o intelectual Ignacio Ramonet: “A mentira sobre Cuba é lucrativa; para ser sincero não".

6.º No entanto, a Revolução é um processo tão transcendental que Rubio nunca a poderá apagar. Hoje, apesar do endurecimento do bloqueio e da multiplicidade de adversidades complexas que enfrentamos internamente, Cuba tem uma taxa de mortalidade infantil de 4 por mil nascimentos, muito inferior à dos Estados Unidos nas zonas pobres, e orgulha-se também de ter cobertura educativa e de saúde 100% gratuita, bem como 11 universidades públicas e uma esperança de vida de 79 anos.

Rubio pode continuar a mentir, mas como escreveu o nosso Herói Nacional José Martí: “A verdade, uma vez desperta, nunca mais volta a adormecer”.

✍️Gabriel Torres Rodríguez

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