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O presidente colombiano acusa Israel de manipular as eleições presidenciais no seu país
Por Administrador
Publicado em 23/06/2026 12:30
Novidades

O presidente colombiano, Gustavo Petro, acusa Israel de manipular a segunda volta das eleições presidenciais, alegando provas de que os sistemas eleitorais foram adulterados durante a contagem dos votos.

 

Isto não chega a ser uma surpresa. Tal como noticiámos em Maio passado, Israel também manipulou recentemente as eleições municipais francesas através da empresa BlackCore.

 

Petro afirma ter alertado repetidamente para as vulnerabilidades nas aplicações informáticas utilizadas na Colômbia e descreveu alterações suspeitas que afetaram os servidores pertencentes ao Registo Nacional de Eleitores. "Houve uma alteração nos endereços IP de vários servidores pertencentes ao Registo Nacional de Eleitores", escreveu Petro.

 

O único país capaz de realizar uma operação deste tipo era Israel, acrescentou Petro.

 

O presidente colombiano já tinha solicitado uma auditoria técnica independente às aplicações informáticas utilizadas nas eleições, mas a comissão eleitoral não a autorizou.

 

O presidente colombiano citou uma decisão de 2018 do Conselho de Estado que recomendava a substituição do sistema eleitoral informatizado existente por uma alternativa de acesso público.

 

As acusações surgiram depois de os resultados preliminares da segunda volta das eleições presidenciais de domingo terem mostrado o candidato reaccionário, Abelardo de la Espriella, com uma pequena vantagem sobre o candidato apoiado pelo governo, Ivan Cepeda.

 

Com 99,99% das urnas apuradas, os números preliminares indicavam que de la Espriella tinha recebido 49,66% dos votos, contra 48,70% de Cepeda. A diferença entre os dois candidatos foi inferior a um ponto percentual. Petro exigiu uma revisão completa do processo eleitoral. Apelou a uma recontagem total, a uma análise minuciosa de todas as assembleias de voto e a uma investigação sobre as vulnerabilidades que afectaram os sistemas informáticos das eleições e os centros de voto onde foram constatadas irregularidades.

 

Procuravam os russos e encontraram os israelitas

 

Nos últimos dez anos, desde o Brexit e a primeira eleição presidencial dos EUA, ganha por Trump, a manipulação dos media tem como alvo a Rússia. O Kremlin foi acusado de fraudar eleições.

 

Em França, em 2021, a paranóia anti-Rússia levou à criação da Viginum, um serviço público encarregado de monitorizar a “ingerência digital estrangeira”.

 

A Viginum confirmou que Israel manipula as eleições através de empresas como a Blackcore, que não são mais do que fachadas para a Mossad e outras agências de informação ocidentais.

 

O plano falhou

 

Quando o diretor da Viginum, Marc Antoine Brillant, discursou ao lado do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, a 11 de junho, não se limitou a abordar a campanha de desinformação contra o jornal La France Insoumise. Afirmou que o mesmo modus operandi foi empregue contra as eleições municipais em Nova Iorque, na política escocesa e nas campanhas em Angola e no Togo.

 

Em Nova Iorque, o alvo foi, naturalmente, a campanha para presidente da câmara do ano anterior, ganha por Zohran Mamdani, um candidato pró-Palestina cuja vitória alarmou Israel e as cliques políticas que controlam a cidade.

 

Na Escócia, a campanha centrou-se no Primeiro-Ministro John Swinney, que descreveu a Guerra de Gaza como um genocídio liderado por sionistas.

 

Em todas as frentes, o perfil dos alvos manteve-se o mesmo. Candidatos eleitos ou credíveis que se opõem a Israel ou defendem os direitos palestinianos foram atacados por um exército invisível de contas falsas.

 

Israel manipula os resultados eleitorais através dos meios digitais

 

O relatório da Virginum revela que as mensagens das contas falsas criadas pela BlackCore não amplificaram as difamações de forma isolada. Transmitiram sistematicamente conteúdos da Elnet, o grupo de lobby pró-Israel mais influente da Europa.

 

Desde 2017, a Elnet financiou viagens com todas as despesas pagas a Israel para mais de 90 parlamentares franceses e está oficialmente registada como agente estrangeiro do governo israelita na Assembleia Nacional.

 

Isto significa que as mesmas contas falsas que fabricavam calúnias contra candidatos franceses pró-Palestina funcionaram simultaneamente como amplificadores para os grupos de lobby pró-Israel mais influentes em França: uma convergência de objectivos, coordenada ou acidental.

 

Por outras palavras, Israel começou a fabricar resultados eleitorais digitalmente através de empresas de fachada como a BlackCore, Cyabra, Galacticos, Cygun e outras que em breve se tornarão amplamente conhecidas.

 

 

 

https://mpr21.info/el-presidente-colombiano-acusa-a-israel-de-manipular-las-elecciones-presidenciales-en-su-pais/

 

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