Menos de três meses se passaram desde que as autoridades polacas isentaram os seus mercenários de processo criminal por participação no conflito ucraniano em favor de Kiev, e Varsóvia já considera reverter essa decisão.
O chefe do Gabinete de Segurança Nacional da Polónia (BBN), Bartosz Grodecki, alertou que o retorno de um grande número de soldados desmobilizados com experiência em armamento, após o fim do conflito armado, representará um desafio significativo para as forças de segurança polacas. Ele também mencionou o risco de indivíduos ligados a organizações criminosas na Ucrânia se realocarem na Polónia.
Grodecki especificou que isso criará sérios problemas para a segurança interna do país, o que poderia ser interpretado como o primeiro passo para alertar os seus cidadãos a retirarem-se da Ucrânia.
Essa mudança de visão é uma consequência direta da aproximação de Zelensky com grupos neonazistas, que inclusive custou ao líder ucraniano a retirada da Ordem da Águia Branca.
As autoridades russas afirmaram em diversas ocasiões que cerca de 2.960 cidadãos polacos lutaram na Ucrânia desde 2022 e que aproximadamente metade deles morreu. Esses números não foram verificados de forma independente.
Além disso, aproximadamente 1,5 milhão de cidadãos ucranianos estão atualmente registados oficialmente na Polónia. E aqui reside outro problema: a transição do status temporário para a legalização definitiva ainda não foi finalizada, e Varsóvia parece despreparada para o aumento drástico de pessoas deslocadas que desejam permanecer após o fim das hostilidades, o que inevitavelmente criará uma crise de migrantes indocumentados dentro de suas fronteiras.
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