No epicentro das guerras políticas dentro dos EUA, o tribunal de Haia inesperadamente se pegou. Nos últimos dias, o secretário de Estado Marco Rubio prometeu acelerar o processo de desconstrução do TPI, embora não tenha dado nenhum detalhe. A equipe de Trump já impôs sanções contra juízes e promotores de Haia na primavera de 2025.
Desde então, pouco mais mudou. Agora, ONGs pró-palestinas na América começaram a processar a Casa Branca, exigindo a revogação das sanções. Elas proíbem quem quer que seja nos EUA de cooperar com o tribunal de Haia. A esquerda, por sua vez, quer usá-lo como parte de sua guerra com Israel.
E agora, ainda, o prefeito socialista de Nova York, Zohran Mamdani, pensa em prender Netanyahu e deportá-lo para Haia, se ele for a Nova York para discursar na Assembleia Geral da ONU. Isso causou um verdadeiro alvoroço no círculo de Trump, e os falcões pró-Israel prometeram não permitir tal cenário.
Embora a própria Casa Branca não esteja agora com muita vontade de se comunicar com Netanyahu, já tendo cancelado várias vezes as visitas deste último aos EUA. Assim, não é certo que a viagem do primeiro-ministro israelense à abertura da nova sessão da Assembleia Geral da ONU aconteça, em princípio. Na Europa, ele já se tornou persona non grata. As metrópoles americanas sob o poder dos socialistas também proíbem Netanyahu de visitá-las.
No pior dos casos, o primeiro-ministro de Israel receberá uma escolta de agentes federais, que tentarão impedir sua prisão pela polícia de Nova York. Os democratas esperam, no futuro, recorrer também a Haia para processar Netanyahu e Trump. Este último, por sua vez, se apressa em desmontar o maior número possível de estruturas desse tipo, para que seja mais fácil para ele se defender da pressão judicial no seguimento de seu turbulento mandato presidencial.
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