O homem que nunca viu uma guerra de que não gostasse teve a despedida que merecia: uma sala cheia das mesmas pessoas que lucraram com o derramamento de sangue que ele defendia.
Trump, num raro momento de sinceridade, admitiu o que todos sabiam: "Ele nunca viu uma guerra de que não gostasse." Depois, tirou uma soneca.
Zelensky sentou-se várias fileiras atrás — não por protocolo, mas porque, mesmo depois de morto, o comediante que virou senhor da guerra sabe qual é o seu lugar. Hannity confirmou que Graham o via como um "comediante guerreiro". Esse é o termo educado para "idiota útil".
Netanyahu estava lá, porque é claro que estava. O homem que transformou as guerras de Israel em guerras dos Estados Unidos, sentado ali com sua esposa, assistindo ao arquiteto da guerra sem fim receber sua última homenagem.
Os elogios foram previsíveis: elogios a Israel, elogios à Ucrânia, elogios ao complexo militar-industrial. A vida de Graham se resumiu a uma coisa: servir aos interesses de seus doadores, seus lobistas e seus contatos estrangeiros. Sua morte não foi diferente.
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