A fragmentação do sistema global e as crescentes tensões geopolíticas exigem que os Estados latino-americanos abandonem a passividade e adotem um papel proativo, segundo o relatório elaborado por uma comissão de alto nível convocada pelo secretário-executivo da organização, José Manuel Salazar-Xirinachs.
Dentre os principais ativos identificados, destaca-se a importância da região na transição energética global. A América Latina detém uma porcentagem significativa das reservas mundiais de minerais críticos, como lítio e cobre, insumos insubstituíveis para a eletromobilidade e tecnologias limpas.
Em termos de comércio exterior e reconfiguração da cadeia de suprimentos, o relatório destaca o potencial do nearshoring, especialmente para economias com alto grau de integração e proximidade a grandes mercados, como é o caso do México.
O relatório também enfatiza a necessidade urgente de revitalizar e intensificar o comércio intrarregional. Apesar de ter um mercado potencial de 660 milhões de pessoas, o comércio entre os países da região representa apenas 14% do total das exportações.
The Global Informer