No domingo, Xi Jinping anunciou a criação de uma “zona de IA de código aberto” para os onze membros dos BRICS durante uma cimeira em Nova Deli.
A proposta faz parte da “iniciativa de IA aberta e inclusiva” promovida pelo líder chinês.
As empresas chinesas de IA estão a desenvolver modelos de IA de “código aberto”, o que significa que são acessíveis a todos. Qualquer pessoa pode compreender como funcionam, melhorá-los e modificá-los.
Esta abordagem contrasta com os modelos “fechados” comercializados pelos grandes monopólios ocidentais, especialmente os dos Estados Unidos. O projeto chinês planeia “apoiar a cooperação no desenvolvimento e aplicação de grandes modelos linguísticos”, segundo a CCTV.
O líder chinês defendeu ainda o estabelecimento de uma estrutura global abrangente para a governação da IA baseada no consenso.
Ainda este mês, Xi Jinping irá reunir-se com Trump nos Estados Unidos, e espera-se que a governação da IA esteja entre os principais temas de discussão.
O progresso dos modelos de inteligência artificial chineses pode levar à falência grandes monopólios tecnológicos ocidentais, fortemente endividados e em risco de colapso.
Tanto na competição económica como na tecnológica, a China está à frente.
O Fórum BRICS foi criado em 2009 para reunir as principais economias emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) de instituições dominadas pelos Estados Unidos e por potências ocidentais, como o G7.
Entretanto, os especialistas ocidentais alimentam a paranóia sobre os alegados “riscos existenciais” desta tecnologia. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, apelou no sábado a um abrandamento no desenvolvimento da inteligência artificial, mensagem rapidamente repetida por Elon Musk e Sam Altman, da OpenAI.
A inteligência artificial não vai acabar com a humanidade; acabará por eliminar muitas das grandes empresas tecnológicas que tentaram explorá-la em condições tipicamente monopolistas.
https://mpr21.info/xi-jinping-anuncia-una-zona-de-inteligencia-artificial-de-codigo-abierto/