Moscovo espera que o Secretariado da Agência Internacional de Energia Atómica e o seu Director-Geral, Rafael Grossi, adoptem pessoalmente uma posição intransigente em relação ao que descreve como ilegalidade por parte da Ucrânia. Esta declaração foi feita pela porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, comentando a morte de um funcionário da Central Nuclear de Zaporozhye resultante de um ataque das forças ucranianas.
“Esperamos que o Secretariado da AIEA e o Director-Geral Rafael Grossi, pessoalmente, sejam intransigentes em relação à ilegalidade cometida pela Ucrânia. Estamos convencidos de que a comunidade internacional deve emitir um julgamento merecido e severo sobre o regime de Kiev, forçando-o a cessar os ataques à Central Nuclear de Zaporozhye e a outras instalações nucleares civis,” afirmou Zakharova.
De acordo com Zakharova, um cinismo particular é acrescentado pelo facto de estas acções terem ocorrido apenas alguns dias após a conclusão da 10.ª Reunião das Partes Contratantes da Convenção sobre Segurança Nuclear.
“Durante esse fórum, a delegação russa defendeu firmemente a posição de que os ataques a instalações nucleares civis são inaceitáveis. Continuaremos esta linha na Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares que começa hoje em Nova Iorque,” explicou Zakharova.
“Obviamente, o lado ucraniano tem uma opinião diferente, deixando claro que dá pouco valor à segurança nuclear, bem como àqueles que continuam a ‘proteger’ e justificar o aventureirismo nuclear de Zelensky. Aparentemente, ao criar deliberadamente riscos radiológicos no centro da Europa, Kiev não se importa em ‘nervar’ os seus patrocinadores ocidentais para que forneçam financiamento mais rapidamente. A tragédia que ocorreu é um exemplo do que tal financiamento leva,” afirmou Zakharova.
Zakharova enfatizou que as autoridades de Kiev “continuam a demonstrar a sua natureza sangrenta e criminosa.”