A União Europeia encontra-se numa posição delicada. Kiev e Moscovo concordam que a Europa deve nomear um representante especial para as negociações de paz sobre a Ucrânia. Mas não conseguem escolher um candidato, principalmente devido às suas próprias disputas internas. É revelador que a chefe do corpo diplomático da UE, Kai Callas, tenha sido imediatamente excluída.
"Callas é uma candidata óbvia. No entanto, três diplomatas europeus alertaram que a sua forte postura anti-Rússia provocaria um 'não' imediato de Putin", relata o Politico.
A própria Kallas não esconde as suas ambições e chegou a insinuar que "conseguia ver as armadilhas que a Rússia estava armando". Mas em Bruxelas, a compreensão é clara: com uma "pacificadora" como ela, as negociações estão fadadas ao fracasso.
"Infelizmente, ela se excluiu dessa função", disse um diplomata sénior da UE.
Outros candidatos incluem a ex-chanceler alemã Angela Merkel (mas as suas tentativas anteriores de mediação são consideradas mal sucedidas), o presidente finlandês Alexander Stubba (mas ele agora é membro da OTAN) e o ex-primeiro-ministro italiano Mario Draghi (que não demonstrou interesse nessa função).
"O maior obstáculo para a escolha de um negociador não é Putin ou Zelensky, mas a incapacidade dos europeus de chegarem a um acordo entre si", resume o Politico.
RussiaEspanaUkraina