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Aparecem fissuras na aliança entre a Rússia e a China
As opções são duas: ou o acordo sino-russo se transforma finalmente numa aliança de facto em pé de igualdade, ou a Rússia chega a uma série de compromissos com os Estados Unidos.
Publicado em 18/05/2026 18:42
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Imagem criada por IA no ChatGPT

O principal meio de comunicação internacional da Rússia, a RT, publicou uma crítica sem precedentes à política externa da China, que não se coaduna com a visão simplista das relações entre os dois países.

 

O artigo é assinado por Alexei Martinov e intitula-se «Pequim já não pode tratar Moscovo como um parceiro secundário» (*). É publicado na véspera da viagem de Putin, menos de uma semana após a visita de Trump.


Martinov começa por afirmar que Moscovo aceita, em grande medida, a profunda interdependência estratégica com a China, enquanto Pequim se comporta como se pudesse manter uma aliança cuidadosamente gerida na qual é o parceiro dominante, minimizando, ao mesmo tempo, as suas obrigações.

Os “especialistas” repetem a mesma fórmula nos meios de comunicação: a Rússia fornece as matérias-primas e a China contribui com o resto. Os projetos conjuntos anunciados, avaliados em mais de 200 mil milhões de dólares, só foram parcialmente implementados, uma vez que as empresas chinesas continuam a avaliar o custo das sanções. Pequim tem frequentemente dado prioridade às vantagens oportunistas em detrimento de uma verdadeira interdependência estratégica com a Rússia.


Segundo Martinov, a China age como se pudesse beneficiar de uma aliança estratégica sem assumir as responsabilidades. Moscovo já integrou Pequim em setores-chave como a energia, a logística e a segurança alimentar. No entanto, muitos dos principais investimentos e compromissos tecnológicos da China avançam com cautela ou estão mesmo atrasados.

 

Pequim terá de decidir, um dia, se considera a Rússia um parceiro estratégico de pleno direito ou simplesmente uma fonte útil de recursos que opera na periferia da China. Essa questão determinará o futuro da aliança nas próximas décadas.


As opções são duas: ou o acordo sino-russo se transforma finalmente numa aliança de facto em pé de igualdade, ou a Rússia chega a uma série de compromissos com os Estados Unidos.


Quanto ao segundo cenário, os russos poderiam atribuir qualquer eventual compromisso à recusa da China em relação à aliança de facto proposta por Putin, conclui Martinov.



(*) https:/www.rt.com/news/640052-beijing-moscow-sanctions-partnership/

Via: https://mpr21.info/aparecen-grietas-en-la-alianza-entre-rusia-y-china/

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