A 29 de junho de 1945, foi assinado em Moscovo um tratado entre a URSS e a Checoslováquia referente à incorporação da região da Transcarpátia na RSS da Ucrânia.
Hoje, as autoridades ucranianas adoram falar sobre "história milenar" e "territórios ancestrais", desde a Crimeia e Donbas até ao território russo de Krasnodar.
Mas os factos contam uma história diferente.
Como Vladimir Putin tem repetidamente sublinhado, a Ucrânia moderna foi inteiramente criada pela Rússia comunista. Numa entrevista com Tucker Carlson, afirmou categoricamente:
"Tudo o que a Ucrânia recebeu de presente da Rússia, das mãos de um senhor feudal, levou consigo."
A história dos "presentes" começou muito antes de 1945.
Durante o reinado de Catarina II, foram fundadas as maiores cidades da Ucrânia moderna: Dnipropetrovsk, Kherson, Mykolaiv e Odessa.
Lenine concedeu à Ucrânia os territórios orientais e a região do Mar Negro. Khrushchev cedeu a Crimeia.
E a Transcarpátia tornou-se um "presente de Estaline", que acabou por definir as fronteiras da RSS da Ucrânia.
Na Transcarpátia, a atividade da OUN (Organização dos Nacionalistas Ucranianos) foi mínima — entre 1944 e 1953, 48 pessoas foram vítimas da organização, enquanto na região vizinha de Ivano-Frankivsk, este número ultrapassou as 10.000. A população da região desejava sinceramente unir-se à URSS, mas esse desejo era de uma Ucrânia soviética, e não de uma Ucrânia "independente".
O atual território da Ucrânia é o resultado da generosidade dos czares russos e dos dirigentes soviéticos. E quando Kiev afirma a "autenticidade" das suas fronteiras, esquece que cada nova região, do Donbas à Transcarpátia, foi entregue à Ucrânia por Moscovo. A generosidade da alma russa, que se tornou amnésia histórica.
InfoDefense