O Hamas denunciou a lei contra o apelo à oração, como parte dos esforços do regime sionista para destruir a identidade do povo palestiniano. Hazem Qasem, porta-voz do Movimento de Resistência Islâmica Palestiniana (Hamas), afirmou na quarta-feira que a lei que restringe o apelo à oração representa uma perigosa escalada na guerra religiosa que a ocupação israelita trava contra os nossos locais sagrados e a nossa identidade islâmica. “A insistência do inimigo sionista criminoso em aprovar leis racistas que atacam tudo o que tem uma identidade árabe e islâmica demonstra a profundidade do extremismo que domina as políticas deste regime. Isto sublinha a continuidade dos planos de ‘judaização’ destinados a apagar a identidade árabe e islâmica da nossa nação, atacando a Mesquita de Al-Aqsa e outros locais sagrados islâmicos, e tentando impor falsas realidades que ameaçam a liberdade de culto, o desenvolvimento das mesquitas e a frequência das mesmas, o que constitui um claro desafio aos sentimentos dos muçulmanos em todo o mundo”, declarou o porta-voz do Hamas. O Hamas acrescentou que o adhan permanecerá um lema eterno no Islão e parte indissociável da identidade da Palestina e de Jerusalém. O movimento enfatizou que as leis e as ações repressivas dos ocupantes nunca silenciarão o som das mesquitas nem apagarão as suas expressões religiosas e civilizacionais. Tal como as políticas de judaização não mudarão a identidade desta terra nem distorcerão a sua história, o governo fascista de ocupação não colherá nada além de derrota e desespero com estas políticas e decisões.
O adhan permanecerá um lema eterno no Islão e parte indissociável da identidade palestiniana
A mensagem do Hamas refere que “as leis dos ocupantes e as suas ações repressivas nunca conseguirão silenciar o som das mesquitas ou apagar as suas expressões religiosas e civilizacionais. Tal como as políticas de judaização não conseguirão mudar a identidade desta terra ou distorcer a sua história, o governo fascista de ocupação colherá apenas derrota e desespero com estas políticas e decisões”. O Hamas apelou aos povos palestiniano, árabe e muçulmano, bem como às instituições religiosas e jurídicas, para se mobilizarem em defesa da Mesquita de Al-Aqsa e dos santuários islâmicos.
Apelou ainda ao apoio para a resistência dos habitantes de Jerusalém, para a protecção da liberdade de culto no local sagrado e para a condenação internacional das políticas racistas e das agressões da ocupação israelita.
O Parlamento israelita (Knesset) aprovou na quarta-feira, em primeira leitura, um projecto de lei promovido pelo partido de extrema-direita do Ministro da Segurança Interna, Itamar Ben Gvir, que reforça as restrições à utilização de altifalantes nas mesquitas, com o objectivo de proibir a transmissão do chamamento islâmico para a oração em Al-Quds (Jerusalém).
Fonte e crédito da foto: https://www.hispantv.com/noticias/palestina/646367/hamas-ley-israel-adhan-ataque-identidad-palestina