Proferido nesta cúpula preparatória para o encontro que receberá os criminosos de guerra imperialistas liderados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, o discurso de Erdoğan representou um resumo da política externa de Ancara nos últimos anos. Ancara está abandonando cada vez mais a política de “equilíbrio” que manteve por muito tempo na guerra da OTAN contra a Rússia na Ucrânia; apoia, em rivalidade com Israel, a pressão de Washington para estabelecer domínio total no Oriente Médio; e busca usar sua posição geopolítica como moeda de troca para expandir a influência da burguesia turca.
Do início ao fim, o discurso de Erdoğan foi um anúncio das contribuições que a Turquia daria à máquina de guerra imperialista. Ele afirmou que a atual "equação geopolítica" havia expandido o papel da OTAN e que a Turquia estava entre os países que "melhor compreenderam o espírito da nova era". Apontando para sua fronteira terrestre de mais de 1.800 quilômetros com "regiões de crise", seu poderoso exército e sua avançada indústria de defesa, Erdoğan apresentou a Turquia como o principal aliado que contribuiu para a segurança da aliança por mais de 70 anos.
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